Nanotecnologia também na perfuração
15/09/2008

Ao lado de O Boticário e Companhia Vale do Rio Doce, (Vale) e a Quattor, a Petrobras é uma das poucas empresas brasileiras que já usufruem de resultados obtidos com pesquisas em nanotecnologia - o ramo da ciência que trabalha com estruturas que medem entre um e cem bilionésimos de metro. A empresa, que possui uma rede temática para estudar o assunto com cinco universidades no Brasil, tem desenvolvido soluções para, por exemplo, permitir aos fluídos que são usados na perfuração em águas profundas que atuem de forma diversa conforme a situação. Quando a broca está em funcionamento, perfurando o poço, e a água está agitada, os fluídos com nanopartículas tornam-se de baixa viscosidade, facilitando o funcionamento da broca. Quando o trabalho é interrompido e a água se aquieta, o mesmo líquido com nanopartículas se torna altamente viscoso, impedindo que os resíduos da perfuração, que seriam escoados para fora, retornem e entupam o poço. O exemplo, uma das inúmeras aplicações da nanotecnologia, economiza aos cofres da Petrobras US$ 150 mil a cada parada de perfuração para a troca de brocas em águas profundas e foi apresentado, na última quarta-feira (10), na Associação Comercial do Rio de Janeiro, pelo professor Marco Antonio Chaer Nascimento, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), como um caso de sucesso de um mercado que, segundo o instituto de pesquisas internacional Lux Research, movimentará US$ 3,1 trilhões em 2015. No ano passado, só nos Estados Unidos, os nanoprodutos movimentaram US$ 88 bilhões. A palestra teve como objetivo chamar industriais fluminenses a participarem da IV Nanotec, uma feira e exposição sobre nanotecnologia, que será realizada em São Paulo, entre 12 e 14 de novembro.

(Fonte: Gazeta Mercantil)