Empresas vão à universidade para inovar
25/08/2008

Petrobras inaugurou, na semana passada, um novo laboratório de pesquisas dentro da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). O projeto, que faz parte de um programa maior criado pela estatal em 2006 com objetivo de incentivar a pesquisa acadêmica e o intercâmbio de informações entre universidade e empresa. Nesta nova base, já foram firmados acordos que somados chegam próximos a R$ 200 milhões. Um deles foi fechado com a petroquímica Braskem, no valor de R$ 50 milhões pelo prazo de cinco anos, cujo objetivo é desenvolver e apoiar projetos de pesquisas científicas e tecnológicas com foco em processo álcool químico para substituição do petróleo por etanol no desenvolvimento de polímeros verdes. Outro acordo importante no valor de R$ 100 milhões também por cinco anos foi fechado com a indústria de bens de capital Dedini. Os recursos, divididos meio a meio com a entidade, serão destinados exclusivamente às propostas voltadas para processos industriais para fabricação de biocombustíveis. Em todos os casos, há um procedimento de análise e seleção de projetos, com a divulgação de um edital próprio, no qual professores da Fapesp ajudam a auferir a viabilidade dos projetos inscritos. A aposta em bioenergia é tanta que a Fapesp anunciou em julho o Programa de Bioenergia (Bioen), que apoiará a pesquisa, básica e aplicada sobre biocombustíveis, num valor total de R$ 73 milhões. O programa agrega pesquisas ligadas ao acordo com a Braskem, Dedini e Oxiteno, outra gigante da área química que também está apostando na pesquisa de novas matrizes energéticas.

(Fonte: Gazeta Mercantil)