Empresas prevêem acordo com a Petrobras para a nafta já em outubro
25/08/2008

As negociações para preço mais barato de nafta praticado pela Petrobras às duas maiores petroquímicas da segunda geração do Brasil, Braskem e Quattor, estão em vias de terminar com boas notícias para a cadeia. Vitor Mallmann, presidente da Quattor, afirmou que espera que o ajuste de preço com a estatal - fornecedora brasileira da nafta, principal insumo do setor - já esteja valendo no início de outubro, quando a unidade da empresa no ABC, Grande São Paulo, a Petroquímica União (PQU), volta a operar após a sua parada obrigatória de manutenção, que começou na sexta-feira (22). "Queremos uma nova linha de preços que seja mais aderente com a realidade do mercado brasileiro, ao invés de termos a referência européia", disse Mallmann. O presidente da companhia, afirmou, ainda, que as negociações com a Petrobras estão ocorrendo entre a estatal e a Quattor e que "desconhece os termos da negociação com a Braskem", que possui a Petrobras em seu quadro acionário, assim como a Quattor. O presidente da Braskem, Bernardo Gradin, havia anunciado que espera que as negociações com a estatal estejam concluídas até o final do ano. A Petrobras calcula um preço fixo mensal para o derivado de petróleo considerando: indicadores da variação cambial, preço da nafta no mercado europeu, o chamado preço ARA - Amsterdã, Roterdã e Antuérpia - e também um prêmio cobrado pela companhia pelo transporte do produto que, somado, ultrapassa o valor que é praticado no mercado externo. Com a parada de manutenção e modernização que começou na sexta-feira (22), a PQU irá elevar a produção de etileno em 40%, a de polietileno em 100% e a de polipropileno em 30%. A ampliação totalizará mais 420 mil toneladas anuais de petroquímicos básicos e será gasto aproximadamente R$ 1 bilhão. Na cerimônia de lançamento da Quattor, Mallmann anunciou um programa de investimento na ordem de R$ 2 bilhões, que seriam focados nas unidades de São Paulo. O vice-presidente da Unidade de Químicos Básicos da Quattor e ex-presidente da PQU (antes da criação da Quattor), Rubens Approbato, afirmou que PQU se preparou desde o início do ano para os 45 dias em que ficará paralisada. "Planejamos para que nossos clientes tivessem estoque para atravessar o período", afirma.

(Fonte: DCI)