Construção do Comperj
11/08/2008

Não há no momento grandes bate-estacas disponíveis no Rio. A obra da siderúrgica CSA ThyssenKrupp, em Santa Cruz, está ocupando todos. Com isso, a Petrobras remanejou o cronograma das obras civis da sua refinaria petroquímica em Itaboraí, concentrando-se agora na terraplenagem, na engenharia básica e na encomenda de equipamentos no exterior. Também não existem tratores, motoniveladoras e caminhões disponíveis para grandes obras de terraplenagem, pois a Petrobras está construindo simultaneamente outra refinaria, em Suape (Pernambuco). A área que abrigará o futuro complexo petroquímico de Itaboraí equivale a sete vezes o tamanho da atual refinaria de Duque de Caxias (Reduc). Mas dois terços dela serão reflorestados e somente um terço abrigará as instalações industriais, cujo projeto já prevê uma duplicação em cinco anos, de modo a processar 250 mil barris de petróleo pesado por dia, procedentes dos campos gigantes de Marlim (Bacia de Campos). Em 2013, a nova refinaria estará destilando 150 mil barris/dia. O Comperj, como é conhecido hoje o complexo petroquímico de Itaboraí, já está empregando 1.500 pessoas nas obras de terraplenagem, número que chegará a 3.500 no fim do ano. Essa fase deve durar 18 meses. A montagem da refinaria petroquímica deverá envolver 18 mil pessoas. Trata-se do maior investimento da Petrobras em uma unidade industrial. Se 10% das empresas que produzem algum tipo de plástico no Brasil instalarem filiais nas proximidades do complexo, o empreendimento terá capacidade de gerar 200 mil empregos no total. E mesmo em uma hipótese pessimista, a geração esperada de empregos diretos e indiretos será da ordem de 150 mil.


(Fonte: O Globo e o Portal O Tempo, de Minas Gerais)