Braskem aposta na inclusão do Rio Grande do Sul na produção de etanol
04/08/2008

O mês de agosto será decisivo para saber se o Rio Grande do Sul poderá ser beneficiado pela grande demanda do setor sucroalcooleiro. Até o dia 15, o Ministério da Agricultura deve bater o martelo sobre a inclusão ou não do Estado no zoneamento agrícola da cana-de-açúcar voltada para produção de etanol. A previsão de área cultivada chega a 350 mil hectares - contra os parcos 35 mil hectares cultivados hoje - que permitirá uma produtividade de 5 a 6 mil litros por hectare, um volume expressivo que desoneraria o Estado do pagamento dos cerca de R$ 1,3 milhão pagos para São Paulo e Paraná pela importação de 99% do álcool que consome. Desde que anunciou o projeto para a produção do polímero verde - desenvolvido a partir do etanol para a composição de polietileno - a Braskem é uma das empresas que está na torcida para que o Rio Grande do Sul seja incluído no zoneamento agrícola da cana-de-açúcar. Não há dúvidas de que o Estado têm condições técnicas de produzir, mesmo com clima mais frio. Basta ter manejo correto", ratifica o líder comercial do projeto de polietileno verde da Braskem, Luiz Nitschke. Para dar a largada no processo de desenvolvimento do projeto, a empresa está trazendo etanol de São Paulo e do Paraná, mas aponta as desvantagens da importação do produto. Segundo ele, além do custo de logística, há o custo ambiental. "Ao transportarmos o álcool emitimos CO² para o meio ambiente, prática que justamente queremos evitar produzindo o polímero verde. Isso reduz a nossa vantagem ambiental", explica. O projeto já vem sendo desenvolvido em caráter experimental, com a criação de pilotos, como no caso do jogo Banco Imobiliário Sustentável. A demanda pelo polímero verde é crescente no mundo em função do seu apelo de sustentabilidade. O apresentado pela Braskem é o primeiro do mundo com 100% de matéria-prima renovável e por ser produzido a partir da cana-de-açúcar, possibilitará a criação de uma resina que não seja suscetível às oscilações no preço do petróleo e seus derivados.

(Fonte: Agência Estado)