Os desafios da Dow para garantir competitividade
31/07/2008

A conta mundial da norte-americana Dow Chemical com matéria-prima e energia ficava em torno de US$ 8 bilhões em 2002. Este ano vai estar em aproximadamente US$ 32 bilhões. Em 2007, o faturamento da empresa somou US$ 54 bilhões, ante US$ 49 bilhões anteriores. As altas constantes na receita não são acompanhadas pelo lucro, que faz o caminho inverso com o impacto da elevação dos custos. No segundo trimestre deste ano a Dow informou queda de 26,8% nos ganhos, para US$ 761 milhões. Os reajustes nos preços não têm sido suficientes para equacionar essa conta e, para mudar esse cenário, a Dow desenvolve ações múltiplas que incluem fechamento de fábricas, vendas de divisões, associações e aquisições. Um dos principais focos é crescer nas operações de maior valor agregado. Mas as ações vão além: parcerias em produtos commoditizados, proximidade do cliente e busca pela sustentabilidade. É nesse quesito que o Brasil oferece uma das maiores contribuições futuras, na avaliação do presidente da Dow para a América Latina, Pedro Suarez. "É preciso procurar novos modelos de negócios. Os projetos para utilizar fontes renováveis para produzir químicos e plásticos só estão começando", diz Suarez. “Os insumos que utilizamos todos esses anos não garantem mais as margens que tínhamos no passado, então temos de procurar energia alternativa, inovar. O projeto mais importante para nós hoje é a produção de polietileno a partir de cana-de-açúcar. Está dentro dos planos da empresa começar a produzir álcool no final de 2009 e polietileno no fim de 2011”, informa o presidente.

(Fonte: Gazeta Mercantil)