Braskem cria novas unidades de negócios
03/07/2008

A Braskem decidiu mudar sua estrutura organizacional, criando novos cargos e fundindo funções antigas. A petroquímica, controlada pelo grupo Odebrecht, terá quatro novas unidades de negócios: petroquímicos básicos, polímeros, internacional e novos negócios, segundo informações recentes enviadas ao mercado de capitais. A estrutura anterior contemplava sete áreas, excluindo as funções de apoio, como financeira ou jurídica. Cada unidade de negócio da Braskem vai reportar seus resultados individualmente nos futuros balanços da companhia, refletindo a nova estrutura da companhia que integrou recentemente os ativos petroquímicos da Ipiranga e da Copesul, adquiridos no ano passado, em sociedade com a Petrobras. A unidade de petroquímicos básicos incluirá as operações das centrais de matérias-primas do Nordeste e Sul, as antigas empresas Copene e Copesul, situadas em Camaçari (BA) e Triunfo (RS). Elas também incluem as vendas de insumos para indústrias da segunda geração petroquímica.

A área de polímeros englobará todas as produções próprias de resinas termoplásticas - polipropileno, polietileno e PVC -, o que inclui também as atividades da Ipiranga Petroquímica. A unidade de negócios internacional ficará responsável por todos os projetos em desenvolvimento da Braskem fora do Brasil. Nesta área, estão incluídas as duas joint ventures com a venezuelana Pequiven - Propilsur e Polimérica - além do acordo recém assinado com a Petroperú. A área de novos negócios irá desenvolver as rotas não-tradicionais da petroquímica. Isso inclui o projeto de R$ 1 bilhão em curso para construir uma nova unidade de fabricação de polietileno a partir da cana-de-açúcar, o chamado "plástico verde". O projeto será instalado em Triunfo. A nova estrutura da Braskem também contará com executivos da Petrobras por conta do aumento da participação da estatal no capital da petroquímica. A Petrobras passou a possuir 30% das ações ordinárias e 23% do capital total da Braskem.

A Braskem amplia em agosto sua exportação de resinas na Venezuela como forma de elevar seu relacionamento com os clientes locais antes do funcionamento de suas operações industriais em conjunto com a Pequiven. A petroquímica prevê exportar até 60 mil toneladas de resinas de polipropileno e polietileno por ano, matéria-prima do plástico, segundo contrato assinado pela empresa. O número supera as 5 mil toneladas exportadas no primeiro semestre deste ano. Calcula-se que o consumo anual de polipropileno da Venezuela seja de 140 mil toneladas, dos quais 120 mil toneladas são produzidas localmente. No caso de polietileno, o consumo chega a 600 mil toneladas diante da produção de 500 mil toneladas anuais. A Propilsur, a primeira joint venture a entrar em operação até o início de 2010, fabricará 450 mil toneladas. A outra empresa, Polimérica, produzirá 1,1 milhão de toneladas a partir de 2012. Inicialmente, ambas vão exportar mais de 80% da produção, principalmente para os EUA. A obra da Propilsur começa em janeiro, informaram o Valor Econômico e a Gazeta Mercantil.

(Fonte: Valor Econômico e Gazeta Mercantil)