Fogueiras potencializam riscos de incêndio
23/06/2008

Em uma metrópole como Salvador, é difícil imaginar que as fogueiras de São João ainda sejam mantidas em área urbana. Contudo, em uma parte da cidade, o Centro Histórico, a tradição se mantém tão viva que desperta a atenção do Corpo de Bombeiros. Segundo alerta divulgado pela corporação, há um grande risco por trás do costume de acender fogueiras na porta de casas seculares, cujo material usado na estrutura acaba funcionando como um “estopim” para incêndios. “Os pisos de madeira comumente são tratados com resina sintética, que potencializa a propagação das chamas. Basta uma labareda para o fogo se alastrar”, adverte o coordenador adjunto do comando do Corpo de Bombeiros, tenente-coronel José Nilton Nunes Filho. Outro risco causado por fogueiras é o de incêndio na rede elétrica, quando as chamas se aproximam dos cabos de energia, bastante frágeis nessa zona da cidade, devido ao longo tempo em que foram instalados. Por conta do alto risco, Nunes Filho considera um “exagero” o tamanho das fogueiras que são acesas na véspera de São João pelas ruas do Centro Histórico. No bairro da Lapinha, porém, tais riscos são ignorados.

(Fonte: Coluna Aqui Salvador, do Correio da Bahia)