Quattor nasce com grandes desafios
12/06/2008

A Quattor Participações, nome definitivo do que até então era chamado Companhia Petroquímica do Sudeste (CPS), nasce hoje com o desafio de ser a ponta-de-lança do setor privado no futuro Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), o maior projeto industrial em gestação no Brasil, avaliado em US$ 10 bilhões. A petroquímica que surge com faturamento de R$ 9 bilhões e geração de caixa de R$ 900 milhões neste ano, é o resultado da combinação dos ativos da Unipar – petroquímica União, Rio Polímeros e Unipar Química – e da Petrobras – a Nova Petroquímica, adquirida ainda como Suzano Petroquímica, pela estatal em 2007. O BNDES, sócio da Riopol, também terá uma fatia minoritária, sem direito a voto. A médio prazo, todos os ativos serão unificados em um só.

A Quattor Participações terá capacidade de produzir anualmente quase 2 milhões de toneladas de resinas e, até o final do ano concluirá um plano de expansão de R$ 2 bilhões, para a ampliação das atuais fábricas de São Paulo e Rio de janeiro. “Estamos no momento mais crítico: o máximo de investimento sem nenhum adicional de geração de caixa nos últimos 12 anos. Assim que realizarmos esses investimentos, teremos uma relação mais adequada de endividamento para o novo ciclo de investimento”, afirma Vítor Mallmann, presidente da Quattor. Ele afirma que a indústria petroquímica brasileira precisará de nova oferta doméstica de capacidade produtiva, a partir de 2012, quando o Comperj deverá entrar em operação. Mallamnn diz ainda que a Quattor é criada diante do desafio de gerar resultados frente a uma alta sem precedent nos preços das matérias-primas, nafta e gás natural. “Hoje, a Petrobrás usa uma fósrmula de preço com base no mercado europeu, que é uma região importadora de nafta. À medida que a posição brasileira muda (de importador para exportador) acho que faz sentido discutirmos essa base de precificação”, afirma Mallmann. Vítor Mallmann, que ocupava a posição de vice-presidente da Unipar, teve seunome aprovado pelo conselho de administração da nova companhia.

Dos nove integrantes do conselho, seis foram indicados pela Unipar, incluindo o presidente, Frank Geyer. A empresa terá seis diretores, divididos em unidades de negócios. Com insumos básicos, Rubens Approbato Júnios, atual superintendente da PQU; com polietileno, marco Antonio Quirino, superintendente da Riopol; e com polipropileno, Armando Bighetti, diretor comercial da Polietilenos União; Com logística e operações integradas ficará José Luiz Franco, executivo da Unipar; Carlos Alberto Fontes, ex-presidente da Petroquisa e ex-diretor geral da Petrobras Energia, ocupará a vice-presidência de desenvolvimento.

(Fonte: Valor Econômico)