Tecnologia contra pichação
13/05/2008

A pichação é uma das principais pragas que assolam os centros urbanos. Edificações públicas, monumentos e imóveis privados ficam à mercê da ação de vândalos exibicionistas que, com suas inscrições de gosto duvidoso e de conteúdo incompreensível para a maioria dos mortais, feitas com tinta e deixadas em fachadas e muros, causam poluição visual ao ambiente e prejuízos ao Estado e aos proprietários, já que as marcas são de difícil remoção.

Mas, com a evolução tecnológica, a indústria já oferece no mercado produtos que favorecem a limpeza rápida e eficiente das superfícies pichadas. O mais recente foi lançado no mercado nacional há um mês, pela Denver Impermeabilizantes, durante a Feicon Batimat 2008.

De acordo com a arquiteta Leonilda Ferme, gerente técnica da empresa, trata-se de um sistema antipichação que envolve a aplicação de dois produtos – uma resina com propriedades seladoras (Denver Acqua) e um verniz especial (Denverniz Antipichação), à base de poliuretano alifático, que dá à superfície um acabamento transparente e brilhante. “O sistema pode ser aplicado em concreto, blocos e tijolos aparentes, pedras naturais e alvenaria pintada e tem tecnologia nacional, o que favorece uma relação custo/benefício bastante vantajosa para o consumidor”, diz.

Segundo a arquiteta, a aplicação do sistema custa em média, sem considerar o preço da mão-de-obra, R$ 13,10 o metro quadrado. Leonilda garante que as pichações feitas em superfícies protegidas pelo sistema podem ser removidas com facilidade. “Basta embeber uma estopa com qualquer tíner e passá-la sobre o local afetado pela pichação.

Portanto, a recuperação do acabamento original é simples e a película protetora permanece inalterada.” A arquiteta salienta que com o uso do sistema não há prazo limite para a remoção da mancha. “A pichação poderá ser removida com eficiência mesmo que depois de vários dias”, informa. Outra vantagem, acrescenta Leonilda, é na aplicação dos produtos, que dispensa o uso de endurecedor.

(O Estado de Minas)