Sinal verde para as petroquímicas
10/04/2008

As secretarias de Acompanhamento Econômico (Seae), do Ministério da Fazenda, e de Direito Econômico (SDE), do Ministério da Justiça, recomendaram a aprovação, sem restrições, das operações societárias realizadas em novembro passado, entre a Petrobras, a Braskem e a Unipar, com o objetivo de integrar ativos do setor petroquímico. Caberá ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que ainda não marcou o julgamento, a palavra final sobre o negócio.

Em uma das operações, a participação da Petrobras e da sua subsidiária Petroquisa, em conjunto, no capital votante da Braskem passará de 8,1% para 30%. No capital total, sobe de 6,8% para 25%. Em outra, divulgada simultaneamente, Unipar e Petrobras anunciaram a formação de uma nova sociedade petroquímica. O nome da nova empresa não foi definido oficialmente, mas já foi batizado pelo mercado de Petroquímica do Sudeste.

A Unipar terá participação acionária de 60% na nova sociedade, e a Petrobras, de 40%.O parecer das secretarias, divulgado ontem, afirma que os negócios não trazem riscos à concorrência. As operações anunciadas em novembro foram o terceiro passo de um processo de reestruturação do setor petroquímico liderado pela Petrobras. Em março do ano passado, um consórcio formado por Petrobras, Braskem e Grupo Ultra adquiriu o Grupo Ipiranga. No negócio, a estatal e a Braskem dividiram, na proporção de 40% e 60%, os ativos petroquímicos da Ipiranga.

A operação continua em análise na Seae e na SDE. Embora ainda precise do parecer das secretarias para julgar o caso, o Cade já fechou um acordo com as empresas pelo qual a implantação do negócio ficará "congelada" até que o julgamento ocorra. A compra da Ipiranga também afetou o setor de distribuição de combustíveis. Em agosto, a estatal comprou a Suzano Petroquímica, uma das maiores produtoras da resina de polipropileno do país e com participações em petroquímicas.

(Fonte: Jornal Zero Hora)