Compra da Petroflex garante recursos à Unipar
03/04/2008

A compra da Petroflex pela alemã Lanxess, com o pagamento ontem dos R$ 526,7 milhões, acelerou o processo de constituição da Companhia Petroquímica do Sudeste (CPS). Com os R$ 126 milhões que recebeu pela sua parte (16,77% do capital) na Petroflex, a Unipar completou os R$ 380 milhões necessários à capitalização da CPS para que a empresa seja formada com 60% do capital para a Unipar e 40% para a Petrobras. O restante do valor pago pela Lanxess foi para a Braskem (cerca de R$ 256 milhões) e para a família Feffer, dona do grupo Suzano.

A CPS, que poderá ser a principal acionista de controle privado do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), deverá ser formalmente constituída ao longo deste mês. Segundo Roberto Garcia, presidente da Unipar, continuam faltando os assentimentos dos financiadores externos da Rio Polímeros (Riopol), o Eximbank americano e a agência italiana Sace, e da Internacional Finance Corporation (IFC), braço do Banco Mundial para o setor privado que tem créditos com a antiga Suzano Petroquímica, comprada o ano passado pela Petrobras.

Os 60% da Unipar na CPS serão formados pela Divisão Química do grupo, mais a Polietilenos União, e a parcela da Unipar na Petroquímica União (PQU), mais a participação do grupo na Riopol e mais R$ 380 milhões. A Petrobras entra com a antiga Suzano Petroquímica mais sua fatia na Riopol, além do que a estatal possui no capital da PQU.

(Fonte: Valor Econômico)