Nova Petroquímica produzirá plástico verde
10/03/2008

A Nova Petroquímica, que tem fábrica em Mauá, avança em um projeto, inédito no mundo, de fabricação de plástico a partir de uma fonte renovável. A empresa acaba de registrar patente da nova tecnologia, de obtenção da resina plástica polipropileno (utilizada para a fabricação de embalagens e autopeças, por exemplo) a partir da glicerina residual do biodiesel. Depois da patente para o plástico verde – o biodiesel é uma fonte renovável feita de oleaginosas como a soja e mamona trituradas e uma parte menor de álcool –, a empresa vai investir entre R$ 10 milhões e R$ 20 milhões na construção de uma planta piloto, no Grande ABC, em 2009. A unidade piloto servirá para testes do processo produtivo. O plano, segundo o gerente de tecnologia da Nova Petroquímica, Pedro Geraldo Boscolo, é numa etapa posterior – em 2013 – partir para escala industrial, o que deverá demandar mais US$ 50 milhões e resultará numa linha de fabricação de 100 mil toneladas anuais. Atualmente, há uma demanda de mercado de 30 mil a 40 mil toneladas anuais de glicerina, que tem aplicação em indústrias farmacêuticas, de produtos de higiene, alimentos e bebidas, por exemplo. A meta, após o início da operação da planta industrial, é que o plástico de glicerina represente 10% da produção de polipropileno da empresa – atualmente de 675 mil toneladas anuais e que chegará ainda este ano a 875 mil com a expansão das fábricas de Mauá (de 360 mil para 450 mil toneladas anuais) e de Duque de Caxias (de 200 mil para 300 mil toneladas anuais). (Fonte: Gazeta Mercantil)