Paradas para manutenção
03/03/2008

Três centrais petroquímicas brasileiras, que fornecem insumos básicos para a produção de resinas petroquímicas, terão em 2008 que parar suas máquinas para manutenção programada. Embora tanto as centrais como seus clientes venham se preparando há algum tempo para enfrentar o problema, Luiz Mendonça, vice-presidente da Unidade de Poliolefinas da Braskem, controladora das duas maiores centrais (Copesul e a antiga Copene) e também maior produtora de resinas do país, avalia que as paradas representarão uma perda de 70 mil toneladas na produção brasileira de resinas, mais de 1% das cerca de 5,2 milhões de toneladas produzidas no ano passado.

Essa redução, mesmo relativamente pequena, preocupa porque no ano passado a produção brasileira de resinas (exceto PET) cresceu apenas 3,3%, contra uma elevação da demanda de 9,4%. No mesmo período, as importações aumentaram 23,9%, enquanto as exportações mantiveram-se estáveis. Mas Mendonça afirma que a entrada em produção de novas unidades e o esforço maior da capacidade instalada irão superar com folga as perdas. O executivo avalia que a produção de resinas crescerá em 2008 de 5% a 6%, ficando bem mais próxima da demanda que crescerá, segundo estimativa do mercado em geral, pelo menos 10%.

Uma das principais razões para os cálculos feitos pelo executivo é a entrada em produção, prevista para abril, da unidade de polipropileno de Paulínia (SP), uma associação da Braskem com a Petrobras (60-40), com capacidade para produzir 350 mil toneladas anuais. (Fonte: Valor Econômico)