Governo destina R$ 2,8 bilhões para inovação
18/02/2008

O governo brasileiro corre para superar o atraso e está investindo cada vez mais no apoio à inovação tecnológica e pesquisa. Em 2008, a principal agência de fomento do setor, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), terá o maior orçamento de sua história, de R$ 2,8 bilhões. O grosso da verba vem do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e Fundo Nacional de Desenvolvimento (FND), além de outros fundos setoriais. Em 2007, a Finep desembolsou R$ 1,5 bilhão, contra R$ 1,1 bilhão um ano antes. Rogério Medeiros, diretor de Planejamento da Finep, empresa ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, revelou que esses números têm crescimento garantido. "Até 2010 devemos chegar a um orçamento de R$ 3,5 bilhões. Estamos reescrevendo a história da ciência e tecnologia brasileira, que estava em recessão, com orçamento que não chegava a R$ 100 mil nos anos 1990", lembra Medeiros.

As iniciativas da Finep estão em linha com o Plano de Ação da Ciência, Tecnologia e Inovação, que figura dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). "Investir em inovação tecnológica é um risco que o empreendedor assume para se tornar mais competitivo no mercado, a empresa tem que tomar uma decisão estratégica para inovar. A subvenção diminui esse risco, as empresas que receberam incentivo terão um diferencial competitivo significativo", comenta Rogério Medeiros. "Os recursos servem mais para pesquisas aplicadas, que gerarão produtos. Funcionamos como bancos que damos dinheiro para a industria para criar novas tecnologias". A Nova Petroquímica (antiga Suzano Petroquímica) receberá R$ 1,7 milhão para investir em um projeto de desenvolvimento de embalagens ativas e inteligentes de polipropileno. A Braskem conta com R$ 5,4 milhões também para desenvolver embalagens com nanotecnologia. (Fonte: DCI)