CONSTRUÇÃO: Demanda aquecida leva químicas a ampliarem produção
07/02/2008

O expressivo resultado da indústria brasileira da construção civil no ano passado obrigou as indústrias químicas que atendem o setor a rever seus planos de negócios. A preocupação é que, com o aumento da demanda, as empresas não estejam preparadas para garantir a expansão da oferta.

A Sika Brasil, subsidiária do grupo suíço homônimo, líder mundial na fabricação de materiais industrializados usados na vedação, colagem, impermeabilização e reforço de estruturas na construção civil, pretende ampliar sua capacidade de produção em 12% neste ano, na comparação com 2007.

No ano passado, as vendas da Sika para a área residencial cresceram aproximadamente 33% em relação a 2007. Equivalente a 50% da receita da companhia, que somou R$ 140 milhões em 2007, a área residencial deverá apresentar um resultado semelhante de crescimento em 2008, prevê o diretor geral da Sika no Brasil, Daniel Monteiro.

Para a subsidiária local da alemã Lanxess, as projeções de negócios também são positivas e levam a estudos sobre um possível aumento de capacidade produtiva. 'O déficit habitacional brasileiro é muito grande e, por isso, há expectativa de crescimento do mercado', destaca o gerente de vendas e marketing da Unidade de Pigmentos Inorgânicos da Lanxess para a América Latina, Lothar Schwarz.

Em março deste ano, a companhia encerrará a segunda fase de um projeto de expansão de capacidade que elevará a capacidade de produção de óxido de ferro de 27 mil para 35 mil toneladas anuais. Agora, a empresa já analisa quais serão as próximas medidas para garantir o fornecimento do produto aos mercados doméstico e internacional. Entre elas, uma nova expansão de capacidade, para 40 mil toneladas anuais. (Fonte: Gazeta Mercantil)