APL do Plástico realiza censo do setor no Grande ABC
31/01/2008

O Programa APL do Plástico do Grande ABC iniciou este mês um censo da indústria do plástico na região do ABC. A parceria com a Universidade Municipal de São Caetano (Imes) tem por objetivo estabelecer uma identificação mais precisa do perfil da atividade. Serão retratadas mais de 500 empresas nos sete municípios, para analisar cerca de 80 aspectos, entre os quais número de funcionários, maquinários adotados e nível de inovação tecnológica.

Segundo o coordenador do Programa APL, Joelton Santos, o levantamento teve início em janeiro de 2008 e, deverá ser concluído em quatro meses e será feito por uma equipe de pesquisadores da universidade, que visitarão pessoalmente cada empresa. O estudo servirá como subsídio para futuros trabalhos do programa. Atualmente, a indústria do plástico gera cerca de 18 mil empregos no Grande ABC, segundo o Minstério do Trabalho.

Hoje, a maior parte das empresas do APL do Plástico está localizada nas cidades de Santo André, Mauá e Diadema (a cidade reúne 46% das empresas que são foco do APL). A maior parte delas é do setor de componentes técnicos (autopeças, eletro-eletrônicos, ferramentaria), de embalagens e de produtos para construção civil. “O Grande ABC é uma região com importante presença da grande indústria automobilística e petroquímica, que a partir da década de 80 passou a representar o ponto mais alto da indústria no País. Por isso com o censo iremos poder ter acesso e informações das micro, pequenas e grandes empresas da região”, ressalta Santos.

Outro dado relevante é que cerca de 94% das transformadoras de plásticos da região são micro e pequenas empresas (MPEs), o que representa 550 empresas e estas empregam mais da metade dos profissionais ocupado no setor de plástico do ABC. Essas empresas são o foco do Programa APL do Plástico. O Brasil tem hoje cerca de oito mil dessas empresas de transformação do plástico, sendo que quatro mil se encontram no Estado de São Paulo.

Perfil do APL – O APL é coordenado por um Comitê Gestor, composto pela Agência de Desenvolvimento do Grande ABC, o Sebrae-SP, o Intenational Finance Corporation (IFC), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e Nova Petroquímica (nome transitório adotado pela Suzano após a compra pela Petrobras). “São entidades que trazem, além de recursos financeiros, o know-how obtido em outros APLs dos quais participaram”, afirma o coordenador do programa Joelton Santos.

O auxílio destas instituições garante ao projeto contribuições tanto em escala nacional, quanto internacional. Os recursos econômicos incluem principalmente envolvimento institucional de cada uma com conhecimentos específicos do setor e incentivos para ações de mercado inovadoras para os empresários de interesse do APL.

Em paralelo, uma equipe de consultores e profissionais de instituições de ensino tecnológico da região (credenciadas pelo Sebrae) criará cursos de capacitação de acordo com as demandas das empresas. Entre essas instituições estão o Senai, a Fatec, o IPT, a FEI-Mauá, o IMES, o CIAP, a UFABC e Universidade Metodista. “Agregar planejamento gerencial e estratégico às decisões destes empresários é um dos maiores desafios do APL, para que em longo prazo estas empresas possam crescer de maneira sustentada”, afirma Joelton Santos. (Fonte: Portal Fator Brasil)