Em 2007, cresce a demanda do mercado de resinas
28/01/2008

O Sindicato das Indústrias de Resinas Plásticas (Siresp) informa que em 2007 a demanda de mercado de resinas movimentou 4402,9 mil toneladas, um crescimento de 9,4% com relação ao ano anterior. O destaque ficou para o Poli Cloreto de Vinila PVC, que movimentou 867,5 mil toneladas, aumento de 15,9%, para o Polietileno de Baixa Densidade Linear (PEBDL), com 596,2 mil toneladas movimentadas, aumento de 11,2% e para o Polipropileno (PP), que movimentou 1227,7 mil toneladas, crescimento de 10,2%. O Polietileno de Alta Densidade (PEAD) também obteve crescimento de 5,2%, com a movimentação de 756,4 mil toneladas.

O consumo aparente de resinas (a soma da produção e importação, menos as exportações) também foi maior em 2007 em 7% em relação a 2006, movimentando 4407 mil toneladas. Nesse quesito, o PP movimentou 1228,3 mil toneladas, crescimento de 10%; o PVC movimentou 828,8 mil toneladas, aumento de 8%; e o PEBDL movimentou 602,6 mil toneladas, crescimento de 10,1%.

As vendas internas apontaram elevação de 6,9% em relação a 2006, com 3527,5 mil toneladas de resinas movimentadas. O PVC se destaca mais uma vez com a movimentação de 668,8 mil toneladas e crescimento de 10,6%, o PEBDL com aumento de 11,1% e movimentação de 385 mil toneladas, o PEAD, com 6,9% e movimentação de 637,8 mil toneladas, o PP com 5,2% de crescimento e movimentação de 946,6 mil toneladas, e o Poliestireno (PS) que teve aumento de 5,5% e movimentação de 330,2 mil toneladas.

Nas vendas internas para exportação (Vipe), registrou-se aumento de 8,9% e movimentação de 183,7 mil toneladas de resinas. O destaque ficou por conta do PP, com aumento de 5,6% e movimentação de 114,9 mil toneladas.

Ainda segundo o Siresp, a indústria de petroquímicos básicos operou com 95% de sua capacidade, patamar semelhante ao de 2006 (93%). Já a indústria termoplástica utilizou 85% de sua capacidade instalada, três pontos percentual a mais, frente a igual período do ano anterior.

Para o presidente do Siresp, José Ricardo Roriz Coelho, o ano de 2007 foi decisivo para a cadeia petroquímica e do plástico no Brasil. “Após a consolidação concluída no final do ano passado, o setor caminha agora para uma estratégia de mercado baseada em grupos fortes, com escala e porte para competir globalmente”, afirmou Roriz Coelho. Segundo o executivo, o próximo passo deverá ser dado pela terceira geração no sentido da reorganização setorial, em busca de maior força e de maior competitividade. “Temos de trabalhar forte para não perdemos as oportunidades e também nos transformarmos em grandes produtores e grandes exportadores. Exportadores não somente de matérias-primas, mas de produtos plásticos manufaturados”, comenta o executivo.

Roriz Coelho acredita que 2008 será um ano de avanço para a economia brasileira. “Apesar do ambiente de incerteza, o Brasil tem tudo para avançar. As recentes descobertas de petróleo e gás da Petrobras, a liderança mundial na produção de matérias-primas renováveis, além de grandes segmentos que consomem plástico e que estão indo bem, apontam para um 2008 de crescimento sustentável, mesmo com as adversidades que temos pelo caminho”, conclui Roriz Coelho.

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