Consumo da indústria química avança 5% com apoio de importações
28/01/2008

A indústria química prevê que o crescimento de 5% no consumo de produtos do setor, previsto para este ano, será atendido pelas importações, grande parte proveniente dos Estados Unidos. Os empresários não vêem caminhos para atender a essa procura: a taxa de utilização da capacidade instalada do setor está próxima dos 90% e não há projetos de expansões em curto prazo.

Nelson Pereira dos Reis, diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), prevê que, apesar da desaceleração da economia norte-americana, os preços dos insumos químicos não cairão, influenciados pelo comportamento da demanda mundial, que ainda cresce a um ritmo maior do que a elevação da oferta, principalmente na Ásia. "Ainda não estão claras as implicações dessa crise fora dos Estados Unidos, por enquanto, ela se restringe ao mercado financeiro. Os preços não devem cair, a demanda nos mercados sul-americano e asiático continua forte", afirma Reis.

Este ano, três das quatro centrais de matérias-primas brasileiras farão paradas para manutenção - essas paralisações são feitas a cada seis anos e duram, em média, trinta dias. Para o diretor executivo da Abiquim, essas paradas podem fazer com que as empresas diminuam o volume de exportação para atender o mercado interno. (Fonte: DCI)