Braskem já planeja alianças fora da AL em longo prazo
28/01/2008

José Carlos Grubisich disse, em Davos, que a Braskem planeja agora, fazer alianças e investimentos fora da América Latina, para se tornar um ator importante na petroquímica global. Membro do grupo de governança do setor no Fórum Mundial de Economia, Grubisich estima que a companhia, como terceira maior produtora de resinas das Américas e 11ª mundial em valor (R$ 8 bilhões), pode sair de projetos locais, para globais.

Depois da consolidação do setor no País e de joint ventures com a Pequiven, da Venezuela, a empresa prevê investimentos elevados em pesquisa e desenvolvimento - nanotecnologia e matérias-primas renováveis -, ampliação de produção e aquisições externas. No momento, a empresa estuda também projeto de investimento de US$ 1 bilhão em gás natural no Peru.

Confiante num "crescimento robusto" do mercado interno, a empresa ampliará sua capacidade de produção de PVC em 150 mil toneladas. Ele lembra que em 2007, as vendas de PVC cresceram 18% comparadas a alta de 3% no ano anterior, refletindo a expansão da construção civil. Com a ligeira desaceleração na economia global e redução das especulações de hedge funds com o petróleo, o executivo aposta na queda do preço do barril para algo entre US$ 70 e US$ 80, aliviando fortemente a empresa. Segundo Grubisich, a companhia alcançou receita de US$ 13 bilhões e geração de caixa de US$ 1,7 bilhão, depois da aquisição dos ativos da Ipiranga. (Fonte: Valor Econômico)