Braskem aguarda projetos na Bolívia e no Peru
24/01/2008

O presidente da Braskem, José Carlos Grubisich, aguarda a confirmação de projetos de extração de gás para avançar os planos de construção de unidades petroquímicas na Bolívia e no Peru. Os dois países atraem o interesse da petroquímica brasileira por terem disponibilidade de matéria-prima competitiva. "Precisaríamos de um fluxo diário de 30 milhões de metros cúbicos de gás na Bolívia para viabilizar a extração de parte do insumo usado na produção do etano e do propano", disse hoje, durante encontro com a imprensa.

No caso do Peru, o fluxo de gás necessário poderia ser até menor, uma vez que o gás peruano é mais "úmido" do que o venezuelano, o que garante uma produção maior de etano e propano com uma quantidade menor de gás natural.Grubisich comparou o atual momento dos estudos da Braskem na Bolívia com a presença da companhia na Venezuela, há um ano. Hoje, a petroquímica brasileira já tem acordada com a estatal venezuelana Pequiven a construção de uma planta de polipropileno e de uma central de produção de etano a partir de gás natural.

A possibilidade de construção de unidades nos dois países faz parte do projeto de internacionalização da Braskem, que já ocupa a posição de 11ª maior petroquímica do mundo. Próxima de ingressar no grupo das 10 maiores do setor, a empresa já projeta rever sua meta de chegar a este posto até 2012. "Com a nova formação da empresa, precisaremos aumentar o nosso nível de ambição", destaca o executivo, sem revelar qual será a nova meta da Braskem. (Fonte: Invertia)