Braskem avança para a 11ª- posição do mercado
21/01/2008

A Braskem definirá em breve uma meta mais ousada de crescimento. A empresa tinha como objetivo estar entre as dez maiores petroquímicas do mundo até 2012. A quatro anos do prazo, com as recentes aquisições, já ocupa a 11ª posição do setor e os novos projetos hoje em andamento ou sob análise de seu pessoal deve facilitar que a petroquímica do Grupo Odebrecht alcance a desejada colocação. "Com a nova formação da empresa, precisaremos aumentar o nosso nível de ambição", afirmou na sexta-feira o presidente da Braskem, José Carlos Grubisich, sem revelar qual será a nova meta da companhia. A próxima ampliação na capacidade da empresa será com a Petroquímica Paulínia, unidade de polipropileno da Braskem no interior paulista, que foi criada inicialmente a partir de uma joint venture com a Petrobras, na qual a participação da estatal era de 40%.

A unidade entrará em operação no próximo dia 31 de março. Com capacidade inicial de produção de 350 mil toneladas por ano, o projeto está em estágio de pré-comissionamento, ou teste de equipamentos, e portanto deve cumprir o cronograma e o custo determinado pela petroquímica. Inicialmente a unidade produzirá 300 mil toneladas anuais, e aguardará a ampliação da oferta de propeno da Refinaria de Paulínia (Replan) e da Refinaria Henrique Lage (Revap) para operar em sua capacidade, o que deve ocorrer até 2010. Com a unidade em operação, a equipe que hoje trabalha na finalização do projeto deverá passar a se ocupar da construção da Polipropileno del Sur (Propilsur) e da Polietilenos de America (Polimerica), projetos idealizados em parceria com a Petroquímica de Venezuela (Pequiven) a serem construídos no país vizinho. O financiamento dos projetos, estimados em cerca de US$ 3,5 bilhões, será obtido junto a agências de fomento. O pagamento a ser realizado pelas empresas corresponde a 30% do total. Deste modo, o aporte da Braskem será de US$ 450 milhões a US$ 500 milhões até 2012. (Fonte: Gazeta Mercantil)