Crise nos EUA não afeta a Braskem, diz Grubisich
21/01/2008

A possibilidade de uma desaceleração na economia dos Estados Unidos não deverá impactar os negócios das empresas brasileiras em 2008. Segundo o presidente da maior petroquímica do Brasil, José Carlos Grubisich, a crise norte-americana só impactará a economia nacional a partir de 2009, caso isso ocorra. "Acredito que o Brasil está preparado para superar a crise. As empresas brasileiras estão com dívidas alongadas e não precisam de recursos no curto prazo", analisa.

O executivo também destaca que a Braskem não deverá ser impactada diretamente pela crise nos Estados Unidos. "Nossas exportações para o mercado norte-americano ainda são pequenas e uma eventual crise não deverá nos afetar", disse hoje. Tanto é que a empresa "não está mudando a velocidade de seus investimentos ou a projeção de seu crescimento", completou.

O otimismo de Grubisich, no entanto, não se repete quando o assunto é o câmbio. Apesar de a valorização do real frente ao dólar permitir à empresa importar nafta mais barata e reduzir seu endividamento em reais, o executivo vê com preocupação a moeda brasileira próxima a R$ 1,80. "Chegamos a um patamar em que começamos a ver problemas com a importação de resinas e de produtos acabados", disse.

Apesar disso, a companhia mantém seus projetos de expansão. Além da construção de uma planta de polipropileno e de uma central petroquímica na Venezuela, e do projeto de fabricação de polietileno a partir da cana-de-açúcar, a Braskem já avança com projetos para ampliar sua capacidade de produção de PVC. "O desgargalamento das unidades de Alagoas e Bahia já está no nosso pipeline e deverá ampliar nossa capacidade em 150 mil toneladas", revelou. A oferta excedente deverá estar disponível ao mercado já em 2009. (Fonte: InvestNews)