Resinas podem ter reajuste de até US$ 100
15/01/2008

As indústrias de resinas devem negociar reajustes de até US$ 100 para o preço de seus produtos, a partir deste mês, devido à alta do preço do petróleo. A nafta petroquímica deve alcançar recorde de R$ 1,5 mil por tonelada no Brasil este mês, reflexo do barril de petróleo ter chegado a US$ 100, no final de 2007. A estimativa, da consultoria MaxiQuim, representa aumento de 2,6% de dezembro para janeiro. Segundo o gerente de marketing da Nova Petroquímica, Sinclair Fittipaldi, a petroquímica nacional, que vem represando reajustes desde outubro do ano passado, devido à forte competição dos importados, já iniciou os repasses e estima que a demanda alta por plásticos, interna e externa, e o real menos valorizado, no início deste ano, darão espaço para o aumento de até US$ 100 por tonelada do polietileno e do polipropileno. Estas resinas custam hoje cerca de US$ 2,3 mil por tonelada.

A indústria do plástico vem sendo importante termômetro do crescimento econômico, já que é sensível ao aumento de consumo em supermercados (embalagens e sacolinhas) e de automóveis (autopeças). José Ricardo Roriz Coelho, Presidente do Siresp e da Nova Petroquímica, observa que "no final de 2007, tínhamos um dólar próximo de R$ 2 e uma oferta internacional maior. Agora a demanda cresceu lá fora e o real está menos valorizado, tornando nossos preços mais competitivos". Segundo ele, já houve reajustes no mercado internacional (EUA, Europa e Ásia) que acumulam US$ 180 por tonelada de resinas nos últimos seis meses. "Não sei precisar os reajustes, mas eles seguem o movimento internacional", disse. Segundo Fittipaldi, no mercado japonês a nafta já alcança US$ 875, em janeiro. "O pleito pelos reajustes no Brasil é bastante forte agora e lastreado em uma demanda aquecida neste começo de ano", disse. Outro fator positivo é a discussão, em Brasília, de uma mudança de tarifas de importação que poderá barrar produtos muito baratos em resinas, borrachas e têxteis. (Fonte: Gazeta Mercantil)