Nova Petroquímica aumenta estoques
15/01/2008

A Nova Petroquímica (ex-Suzano Petroquímica) não dará trégua às oscilações do mercado durante o processo de criação da Companhia Petroquímica do Sudeste (CPS), que poderá durar ainda de dois a nove meses. A empresa vai, desde este primeiro trimestre, ampliar de 30 para até 45 dias seus estoques para garantir fornecimento ao mercado durante este ano. O motivo é que em 2008 acontecerão paradas de manutenção nas três centrais petroquímicas do País (Petroquímica União e Braskem, no Sul e na Bahia). As paradas iniciam em março e só terminam em outubro.

Com fornecimento menor de petroquímicos básicos para seus plásticos - e com o mercado interno aquecido - a empresa diminuirá exportações e ampliará estoques para não deixar de fornecer ao mercado local. "A estratégia está pronta e, além de lançamentos e investimentos em expansão, estaremos prontos para suprir o mercado", disse o presidente da Nova Petroquímica, José Ricardo Roriz Coelho.

Além disso, a empresa poderá também a partir deste primeiro trimestre iniciar importações de matérias-primas. Este era um dos gargalos que a futura Companhia Petroquímica do Sudeste (que será a junção da Nova Petroquímica e da União de Indústrias Petroquímicas - Unipar) tinha em relação à Braskem. A empresa investiu US$ 15 milhões em seu terminal marítimo no Rio. O terminal poderá trazer via mar insumo fornecido pela Braskem, a partir da Bahia, e de empresas do exterior para a unidade da unidade de Duque de Caxias (RJ).

Diferente da Unipar e da Braskem, que consomem nafta petroquímica e a fraciona em petroquímicos básicos, a Nova Petroquímica compra derivados de nafta de refinarias da Petrobras e também da Braskem. A fábrica da empresa no Rio, que poderá receber os insumos importados ampliará, neste ano, em 100 mil toneladas a capacidade de produção de resinas de polipropileno, que atingirá 300 mil toneladas anuais. A expansão consumirá parte de um total previsto de US$ 80 milhões de investimentos este ano em expansão.

"Haverá outras capacidades novas no mercado este ano, como o da Polietileno União. Estamos também preparados para estes impactos de oferta maior no mercado, investindo em novos lançamentos e colhendo frutos do que foi lançado em 2007", disse o executivo.


A empresa, que possui uma marca forte no exterior no País, a Polibrasil, focou em 2007 lançamento casados com as indústrias transformadoras, que vendem para o consumidor final. "Nossas resinas chegaram ao mercado com utilização bem clara ao consumidor final, já na forma de peças de eletrodomésticos por exemplo", disse o gerente de marketing da Nova Petroquímica, Sinclair Fittipaldi.

A companhia lançou no ano passado a Coleção Polibrasil Calçados - embalagens sintéticas para calçados que substituem outros materiais. Um mercado que movimenta US$ 7 bilhões por ano. Outro lançamento foi a Maderplas, móveis para piscina e campo compostos por 50% de raspa de madeira e 50% de resinas de polipropileno. O material aposta no mercado ecologicamente correto. A empresa começa a colher também resultados da parceria com a Muller, uma das maiores transformadoras do País, que começa a oferecer dutos de sistemas de ar condicionado veicular com nanotecnologia, desenvolvido pela Nova Petroquímica.

Outra parceria com a Suggar faz com que as máquinas de lavar da empresa já tenham, desde o final de 2007, uma tampa de resina substituindo o vidro. "Um dos produtos que esperamos uma forte demanda é a resina que substitui cobre", disse Roriz Coelho. A companhia se associou à gigante de tubos e conexões Amanco e lançou no ano passado uma resina resistente a água quente que substitui tubulação de cobre. (Fonte: Gazeta Mercantil)