Empresários prevêem fusões de distribuidores
10/01/2008

O número de empresas que atua no segmento de distribuição de resinas termoplásticas no Brasil deverá encolher nos próximos meses, apesar da expansão deste mercado. A razão para isso é o processo de consolidação do setor petroquímico nacional.

Com apenas dois fornecedores locais, a Braskem e a empresa provisoriamente chamada de Companhia Petroquímica do Sudeste (CPS), os distribuidores precisarão rever suas estruturas e aprimorar suas operações, garantindo melhorias nos serviços prestados aos clientes e no relacionamento com as petroquímicas. 'A redução no número de distribuidores será fundamental para que haja uma adequação deste setor ao novo formato da petroquímica nacional', destaca o vice-presidente da Unipar, Vítor Mallmann.

A partir de janeiro de 2008, Piramidal, Ruttino e Polimarketing passarão a operar com uma estrutura única, criando a maior distribuidora de resina da América Latina. Para o presidente da nova Piramidal, Wilson Cataldi, fatores como o porte, a estrutura de serviços a escala e a proximidade entre distribuidores e clientes serão fatores fundamentais neste novo cenário. 'Será importante para o mercado que haja uma reorganização deste segmento', afirma Cataldi, que também preside a Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas Plásticas (Adirplast).

Composto por 19 empresas, o setor de distribuição de resinas plásticas passará a contar com apenas 17 empresas após a integração das três empresas, em janeiro de 2008. Este número, no entanto, cairá ainda mais: a Piramidal já revelou que pretende adquirir uma distribuidora que atue nas regiões Centro-Oeste e Nordeste ainda no próximo ano. (Fonte: InvestNews)