Reunião entre 3ª e 2ª geração debaterá o preço das resinas
17/12/2007

De acordo com levantamento da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), o preço da resina polipropileno, a mais usada delas, apresentou aumento de 21% no mercado brasileiro em 2007, enquanto na Ásia e Estados Unidos a alta ficou entre 6% e 10%. Segundo fontes do setor, houve até casos de empresas nacionais que pagaram menos por resinas brasileiras compradas no mercado chinês - vendidas aos asiáticos por petroquímicas do Brasil - do que dentro do próprio País.
Diante disso, o setor vai debater na próxima semana, em reunião no Sindicato da Indústria de Resinas Plásticas (Siresp), em São Paulo, o preço das resinas termoplásticas com as petroquímicas para tentar reduzir os valores.
Segundo Merheg Cachum, presidente da Abiplast, os preços das resinas no Brasil são os mais caros do mundo. Em outubro passado, a tonelada do polipropileno no mercado interno custava US$ 2.420, enquanto na Ásia e na Europa valia US$ 1.362 e 1.410, respectivamente. "A defasagem de preços no mercado nacional e internacional é muito grande. Ou nós criamos mecanismos de repasses de preços ou muitas empresas estão fadadas ao insucesso. Caso não sejamos atendidos, podemos pedir a interferência do governo e uma investigação de preços", afirma Cachum.
Cachum explica que a indústria de transformação trabalha com uma margem de lucro reduzida. "As empresas vão bem no volume de produtos comercializados, mas o faturamento não cresceu, tivemos uma retração, devido à dificuldade no repasse de preços" ressaltou o executivo.
O representante da 3ª geração disse ainda que, caso não aconteça uma revisão dos preços das resinas, poderá haver um aumento das importações. "Todavia, o comércio exterior é uma operação complexa para grande parte do setor, que envolve pequenas e médias empresas", diz.
Além disso, caso não haja um acerto na redução de preços, ficará difícil para a 3ª geração conseguir participar da consolidação de todo o setor, já quase finalizada nas outras fases da cadeia, já que as empresas ficarão com pouca competitividade. De acordo com Cachum, o próximo passo, após as discussões dos preços, seria a reorganização das empresas de transformação plástica.
"O setor de transformação tem um número excessivo de empresas [cerca de nove mil], o ideal seria em torno 2,5 mil indústrias. A consolidação se faz necessária no setor de transformação", diz. (Fonte: DCI)