Joint venture deverá acelerar expansão da Dow
17/12/2007

O anúncio feito ontem pela Dow Chemical referente à criação de uma joint venture com a Petrochemical Industries Company (PIC) do Kuwait para atuar no setor petroquímico não trará impactos negativos às operações da empresa no Brasil. Pelo contrário, a expectativa é de que esta nova empresa, cuja receita anual deverá ser de US$ 11 bilhões, tenha ainda mais apetite por novos investimentos, o que poderá beneficiar o Brasil.

A fusão entre Dow e PIC representa a verticalização da produção da Dow, agora parceira de uma das maiores detentoras de reservas de petróleo no mundo - a PIC é subsidiária integral da Kuwait Petroleum Corporation (KPC). Assumindo a posição de maior petroquímica do mundo, à frente da Exxon, a nova companhia deverá apresentar um plano mais arrojado de investimentos do que o previsto pela Dow anteriormente, prevê o diretor comercial da área de Plásticos da América Latina, Diego Donoso.

Apesar de aumentar a competitividade de sua cadeia de produtos feitos a partir do petróleo, a Dow mantém suas apostas ao projeto de fabricação de polietilenos a partir de cana-de-açúcar. "O álcool é uma via adicional para garantirmos o abastecimento a nossos clientes", destaca Donoso. A Dow fechou um acordo com a Crystalsev, em meados deste ano, para a construção de uma planta de polietileno fabricado a partir da cana-de-açúcar e cujo início de operação está previsto para 2011.

A Dow pretende concluir a criação da joint venture até o final de 2008 e, a partir de então, traçar seu novo plano de investimentos. Até o momento, no entanto, a petroquímica norte-americana ainda não definiu se o projeto brasileiro com a Crystalsev ou se a planta argentina de Bahia Blanca serão integrados a esta nova joint venture. (Fonte: JB Online)