Indústria química prevê que aportes de US$ 20 bilhões serão insuficientes
10/12/2007

Os investimentos de US$ 20 bilhões previstos pela indústria química até 2012 não serão suficientes para diminuir a dependência do setor do mercado externo, de acordo com previsões de especialistas da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). Este ano, as importações de produtos químicos de uso industrial devem chegar no recorde de US$ 23,8 bilhões, um crescimento de 38% em relação ao ano passado, gerando um déficit comercial recorde de US$ 13,1 bilhões.

De acordo com Nelson Pereira dos Reis, vice-presidente executivo da associação, a indústria química precisará de mais investimentos para diminuir o déficit do setor, que cresceu 54% em 2007. "É necessário que façamos investimentos com o objetivo de atender o crescimento do mercado doméstico e diminuir o volume de importação, reduzindo assim o déficit do setor. Nos próximos anos as importações continuarão ainda em níveis elevados", disse.

De acordo com a entidade, pelo menos US$ 9,3 bilhões dos US$ 20,3 bilhões previstos são referentes a projetos já aprovados e que se encontram em andamento. Outros US$ 9 bilhões se referem a projetos em estudo, como o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), que consumirá cerca de R$ 8,5 bilhões. Os US$ 2 bilhões restantes são relativos a projetos de manutenção, melhorias de processo, segurança, meio ambiente e troca de equipamentos.

Além disso, há expectativa de que os US$ 20 bilhões possam ser ultrapassados em decorrência do processo de consolidação do setor petroquímico. "Mas há espaço e demanda no mercado interno para as indústrias expandirem mais", diz Reis.

Balanço

No geral, a indústria química nacional, a 9ª colocada no mundo, bateu diversos recordes este ano. O faturamento do setor deverá alcançar, de acordo com números preliminares da Abiquim, US$ 101 bilhões este ano, o equivalente a um crescimento de 22,6% em relação a 2006. Em moeda nacional, a receita do setor deverá alcançar R$ 196 bilhões em 2007 - uma alta de 9,3% na mesma base comparativa. (Fonte:DCI)