Braskem e Petrobras
03/12/2007

A Braskem se consolidou, na sexta-feira, como terceira maior petroquímica do continente em volume de produção com o anúncio da elevação de participação da Petrobras na companhia. Atualmente, a empresa ocupa a 11ª posição do mundo em valor de mercado. Como produtor, é o 3º das Américas, com 3,2 milhões de toneladas por ano de polietileno, polipropileno e PVC, as três resinas plásticas mais consumidas. O acordo de sexta-feira, que deverá ser implementado em seis meses - depois das aprovações do Cade -, prevê que a Braskem vai incorporar a participação da Petrobras na Copesul, na Ipiranga Química, na Ipiranga Petroquímica, Petroquímica Paulínia e a Petroquímica Triunfo. Ao incorporar os ativos da Petrobras, a empresa estima que conseguirá ganhos em eficiência operacional e financeira de US$ 1,14 bilhão em valores presentes. É menor do que o valor pago pela transação.



Para ampliar a participação da Petrobras de 8,1% para 30% no capital votante e de 6,8% para 25% do capital total, a Braskem dará em troca um lote de 103,4 milhões de ações (46,9 milhões em ações ordinárias e 56,5 milhões em preferenciais). O acordo ajuda a Braskem a reduzir o risco da companhia em relação ao custo da matéria-prima ante os concorrentes internacionais. Com o barril do petróleo em valores próximos de US$ 100, ter uma companhia de petróleo como acionista é condição estratégica. Para Grubisich, além desse aspecto, a presença da Petrobras na Braskem contribuirá em dois pontos importantes no desenvolvimento da companhia: suporte econômico para novos investimentos e apoio científico para desenvolver tecnologia. Segundo o presidente, até 2012 a Braskem quer reduzir substancialmente a dependência hoje quase integral da nafta para a produção de resinas. O plano é reduzir a dependência para 55%. (Fonte: O Estado de S. Paulo)