Nanotecnologia é arma do Brasil na disputa do plástico
22/11/2007

Um dos principais temas discutidos no Congresso Brasileiro de Nanobusiness - Nanotec Business 2007, realizado nos dias 12 e 13 de novembro, em São Paulo, foi a inserção do Brasil nas ações relacionadas a esse mercado. Segundo pesquisa da Lux Reasearch, o mercado global de nanoprodutos pode chegar a US$ 2,4 trilhões em 2014.

Entretanto, a principal preocupação do setor é de que, por falta de investimentos, o Brasil fique fora dessa oportunidade de negócio. Para prevenir esse quadro, empresas como a Suzano Petroquímica, Plásticos Mueller, Braskem e Rhodia estão disseminando o conceito da nanotecnologia aplicada a serviços de seus clientes. Um dos grandes destaques do congresso foram as inovações apresentadas pela Suzano Petroquímica: os nanocompostos com ação anti-bactericida, resistentes a chamas, mais resistentes a impacto e absorvedores de raios UV.

Cláudio Marcondes, gerente de desenvolvimento de novos produtos da Suzano Petroquímica, acredita que a nanotecnologia terá papel importante no desenvolvimento de diversos setores do mercado brasileiro. “Esperamos agregar tecnologia e ampliar os limites de ação do prolipropileno possibilitando aplicações inovadoras”, afirmou Marcondes. José Ricardo Roriz Coelho, diretor-titular do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Fiesp, falou sobre a “Nanotecnologia e a Competitividade da Indústria Brasileira” por uma ótica empresarial. Ele avalia que a nanotecnologia hoje é realidade em todo o mundo e apesar de pequeno, o investimento brasileiro é positivo. “Espero que no próximo congresso os empresários aqui presentes já estejam fazendo uso desta tecnologia em suas empresas”, advertiu Roriz. Segundo ele, a União Européia criou vários programas especiais para aumentar a competitividade utilizando a nanotecnologia e sugeriu que o mesmo deve ser feito pelo Brasil. (Fonte: DCI)