Braskem aposta em plástico verde para subir no ranking global
12/11/2007

Em virtude dos atrasos dos projetos petroquímicos do Oriente Médio, a Braskem prevê que o mercado de resinas plásticas continuará aquecido em 2008. Somado a isto, a companhia aposta no polietileno "verde", resina termoplástica produzida a partir do etanol de cana-de-açúcar. A empresa já está divulgando o produto pelo mundo e pretende produzir 200 mil toneladas por ano, a partir de 2009.

Com isso, a Braskem aumenta suas chances de entrar em breve no fechado clube das dez maiores empresas do setor no mundo. A companhia foi escolhida como Mais Admirada DCI no setor Químico&Petroquímica e recebe o prêmio no próximo dia 26.

De acordo com José Carlos Grubisich, presidente da Braskem, a expectativa é de que as taxas de utilização de capacidade global de eteno (principal matéria-prima do setor petroquímico) permaneçam em níveis elevados em 2008.

"A demanda de produtos químicos tem crescido mais que a oferta. Muitos projetos do Oriente previstos para 2008 estão atrasados e outros foram cancelados. Com isso, o mercado petroquímico continuará aquecido no ano que vem", previu Grubisich.

Os projetos petroquímicos previstos no Oriente Médio, principalmente no Irã e Emirados dos Árabes, incrementarão a produção de eteno da região em cerca de 20 milhões de toneladas em 2011, segundo levantamento da Maxiquim (consultoria especializada no setor petroquímico).

Aposta no etanol

Frente a isso, a Braskem investe na produção do polietileno verde, resina plástica fabricada a partir de uma fonte renovável. Com isso, a companhia pretende diminuir a dependência das fontes fósseis, como petróleo e gás natural que seguem em alta de preços.

Segundo Grubisich, muitas companhias estrangeiras demonstraram interesse em participar do projeto da resina verde durante a Feira K, realizada recentemente em Düsseldorf, na Alemanha.

"Na feira K, tivemos um overbooking de reuniões de clientes interessados no polietileno verde em diversas formas, interessados em distribuir o produto, fabricar a partir de uma joinventure, e até mesmo em adquirir a patente da resina verde", destacou o presidente da empresa.

Os atrasos dos projetos petroquímicos do Oriente Médio confirmam a previsão da Braskem de que o mercado de resinas plásticas continuará aquecido em 2008. Ao mesmo tempo, a companhia aposta no polietileno "verde", resina termoplástica derivada do etanol (álcool) de cana-de-açúcar. A empresa já está divulgando o produto pelo mundo e pretende produzir 200 mil toneladas por ano, a partir de 2009.

Com isso, a Braskem aumenta suas chances de entrar em breve no fechado clube das dez maiores empresas petroquímicas do mundo e será uma das líderes em alcoolquímica. A companhia foi eleita a Mais Admirada, na pesquisa DCI com 3.800 empresários e executivos, do setor Químico&Petroquímico em 2007.

José Carlos Grubisich, presidente da Braskem, prevê que as taxas de utilização de capacidade global de eteno permaneçam em níveis elevados em 2008. Segundo ele, muitas companhias estrangeiras mostraram interesse em participar do projeto da resina verde durante feira do setor realizada na Alemanha. (Fonte: DCI)