Nafta aumentou 14,3% até setembro
05/11/2007

Segundo a FGV, o preço do óleo combustível no Brasil acumula alta de 20,89% ao longo deste ano. Com tendência a aumentar ainda mais, alerta o coordenador de análises econômicas da instituição, Salomão Quadros. Segundo ele, o mercado espera para as próximas semanas, o repasse para os preços do óleo combustível das altas do petróleo dos últimos dias. Na sexta-feira, o barril do petróleo atingiu cotação recorde de US$ 95,93 em Nova York. O óleo combustível é usado por indústrias para aquecimento de fornos e caldeiras ou para geração de calor. Na semana passada, o produto ganhou destaque por substituir o gás natural nas indústrias paulistas, depois dos cortes feitos pela Petrobras. Já o QAV, diz Quadros, apresenta alta de 11,87% no ano, segundo cálculos do IGP-M. A nafta é outro produto que vem tendo repasses, apesar de os índices de atacado da FGV, ainda não terem captado. Segundo o consultor Adriano Pires, do CBIE, o preço do produto cresceu 14,3% até setembro.

Dados da Abiplast indicam que a elevação do preço do insumo já é sentida pelas empresas de transformação: o polietileno de alta densidade, por exemplo, subiu 13,8% entre janeiro e setembro; já o polipropileno teve alta de 12% no período. Quadros, da FGV, calcula que ainda há defasagem no repasse ao setor petroquímico, uma vez que outros combustíveis com preços atualizados tiveram alta maior. Mesmo assim, a Abiplast pede que a Petrobrás reduza o ritmo de repasses, sob o risco de fechamento de pequenas empresas do setor. “Estamos espremidos entre grandes fornecedores e clientes, como as montadoras, que não aceitam reajustes”, afirma o presidente da entidade, Merheg Cachum.(Fonte: O Estado de S.Paulo)