Oxiteno e Braskem se aproximam de centros de pesquisa
05/11/2007

A Oxiteno, do grupo Ultra, criou em 2004 um Comitê Científico e Tecnológico, para manter uma ponte constante entre a empresa e centros de pesquisa mundo afora. A empresa é considerada um exemplo de aproveitamento da cooperação e desenvolvimento conjunto de projetos com cientistas do meio acadêmico. O comitê da Oxiteno foi organizado por Pedro Wongtschowski e é formado por sete executivos da empresa e 6 cientistas e ex-executivos externos, 5 dos quais estrangeiros.



Flávio Cavalcanti, diretor industrial da Oxiteno, explica que o comitê reúne-se uma vez por ano, mas os contatos são mantidos nos intervalos entre as reuniões e segundo ele, "o comitê visa orientar nosso portfólio de projetos, abrir oportunidades de trabalho com universidades aqui e no exterior, e nos manter atualizados sobre as tendências dos tensoativos nos Estados Unidos e na Europa". A Oxiteno também tem trabalhos conjuntos com universidades, como a Federal da Bahia, para desenvolver catalisadores para a produção de oxigênio; com a Coppe, da UFRJ, para desenvolvimento de catalisadores para produção de etanolamina (usada em defensivos agrícolas); e com a Unicamp na área de nanotecnologia.



Para Antonio Queiroz, diretor de inovação e competitividade industrial da Braskem, a colaboração entre empresas e universidades passa por duas etapas. Na primeira, prevalece a prestação de serviços para melhorias incrementais de processos e produtos. Queiroz acha que esta é uma fase preparatória, para a empresa conhecer melhor as possibilidades e limites do mundo acadêmico, e que pode induzi-la a reforçar a formação científica dos seus funcionários, incentivando-os a fazer mestrados e doutorados, ou contratando profissionais com essas qualificações. "O estágio mais avançado, no qual estamos na Braskem, é o de fazer verdadeiras colaborações em projetos de pesquisa de médio e longo prazo". Com centro de pesquisa na cidade gaúcha de Triunfo, onde se situa o pólo petroquímico, a Braskem tem uma forte interação com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul e com centros de ensino superior na Bahia e em São Paulo.



Entre os projetos da Braskem com universidades, estão o desenvolvimento de partículas nanométricas para o reforço de polímeros e pesquisas com PVC e com biopolímeros, como o primeiro polietileno de matéria-prima 100% renovável, a partir do etanol. (Fonte: O Estado de S. Paulo)