PETROQUÍMICA: Setor de resina aponta desaquecimento
18/10/2007

O nível de produção da resinas termoplásticas em setembro apresentou retração de 4,3% (393,7 mil toneladas) sobre o mês anterior. O resultado indica uma tendência preocupante para um setor que pretende crescer 8% em 2007: a desaceleração da produção mês após mês.

O indicador referente à produção dos fabricantes instalados no Brasil, que havia apresentado alta de 5,69% na comparação entre o primeiro semestre de 2006 e igual período deste ano, passou a ter expansão de 5,4% no sete primeiros meses de 2007. Desde então, a queda só se acentuou: 4,6% no acumulado entre janeiro e agosto e, em setembro, a alta anual chegou a 3,6%.

Apesar dos números indicarem o caminho oposto, o coordenador da Comissão Setorial de Resinas Termoplásticas (Coplast) da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), José Ricardo Roriz Coelho, mantém suas projeções otimistas e a estimativa de que o setor crescerá 8% em 2007. "No quarto trimestre, a demanda por resinas normalmente ganha impulso. Há vários setores, como o automobilístico, de bens de consumo e a construção civil, que estão aumentando o ritmo de atividade", afirmou.

E não é apenas o indicador de produção que dá sinais preocupantes. As vendas ao mercado interno caíram 12,9% sem setembro, para 289,4 mil toneladas. As exportações, por sua vez, caíram 3,9% entre agosto e setembro deste ano, somando 85,5 mil toneladas.

Para Roriz, a queda em setembro foi ocasionada pela forte base de comparação registrada em agosto. (Fonte: InvestNews)