Disputa na OMC pela resina PET pode ser suspensa
18/10/2007

O Brasil e a Argentina podem suspender sua disputa na Organização Mundial (OMC) sobre a resina PET, porque surgiu um fato novo: uma das indústrias envolvidas foi vendida. A multinacional Eastman, dos Estados Unidos, vendeu sua subsidiária argentina Voridian para o grupo mexicano Alfa.

Se o novo proprietário aceitar um acordo de preço com as empresas brasileiras, os dois governos então poderão arquivar o caso na OMC. "Depende das empresas, não dos governos", disse um negociador brasileiro.

A perspectiva estava ontem como pano de fundo quando os dois sócios do Mercosul discutiram o cronograma da briga, em Genebra, se as empresas não chegarem a acordo. O sentimento é de que uma solução negociada seja encontrada.

A Eastman está na origem da denúncia de Buenos Aires de que o Brasil violou as regras internacionais ao fazer uma investigação incorreta para impor medidas antidumping em suas exportações para o mercado brasileiro do produto usado para poliéster, plásticos e garrafas. Para a empresa, o Brasil protegia o mercado para a italiana M&G que investiu no país.

Uma investigação do Brasil concluiu pela existência do dumping: enquanto o valor normal da resina de PET argentina era US$ 1.287 por tonelada, o preço de exportação caía para US$ 646,76. Foi imposto então "direito antidumping" variando de US$ 345,09 a US$ 641,01 sobre o produto argentino.

A Eastman não se conformava com a perda do mercado brasileiro e empurrou o governo de Buenos Aires a pedir uma investigação na OMC. (Fonte: Valor Econômico)