Solvay é pioneira no Pólo em créditos de carbono
10/09/2007

Com um projeto por meio do qual substituiu o óleo combustível por gás natural na alimentação das caldeiras da unidade fabril de Santo André, a empresa prevê a redução de 44 mil toneladas de emissões de dióxido de carbono (gás causador do efeito estufa).

No último dia 17 de agosto, o Comitê Executivo do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo das Nações Unidas emitiu para a Solvay a RCE (Redução Certificada de Emissão) – garantindo para a empresa que cada tonelada de redução desse projeto reverte em um crédito de carbono.

A companhia obtém benefícios financeiros. A ONU outorgou 64.642 créditos referentes ao período de novembro de 2004 a agosto de 2006, e cada crédito vale hoje 15 euros. Ou seja, esses créditos dão direito a quase R$ 2,6 milhões.

O mercado de créditos de carbono surgiu em função do protocolo de Kyoto, em 1997, no qual grande parte dos países em desenvolvimento estabeleceram metas para reduzirem seus níveis de emissão dos gases do efeito estufa.

Como muitas empresas desses países teriam dificuldades para alcançar os níveis de redução exigidos, houve a possibilidade de abaterem parte de suas metas por meio da compra de certificados (os créditos de carbono) – ou seja, projetos para diminuição dos gases em países emergentes.

Sustentável - Segundo o CEO (executivo chefe) do grupo Solvay no Mercosul, Paulo Schirch, o projeto é fruto de um trabalho iniciado em 2002, de uma equipe “formada pelos colaboradores René Castro e Carlos Nardocci”, que estudou de que maneira o protocolo de Kyoto poderia se encaixar na estratégia de desenvolvimento sustentável da empresa.

Ele afirma que, mais importante que a questão financeira, a Solvay demonstra o compromisso com essa estratégia. (Fonte: Diário do Grande ABC)