Braskem mantém interesse em pólo gás-químico
23/08/2007

A Braskem ainda não desistiu do projeto do pólo gás-químico na Bolívia, posto em banho-maria pela Petrobras após a nacionalização do setor de petróleo e gás no país vizinho Segundo o vice-presidente de relações institucionais da companhia, Marcelo Lyra, a Braskem continua se reunindo com o governo local e espera, em um prazo de até 120 dias, avaliação mais detalhada sobre a disponibilidade de gás para o empreendimento, avaliado em US$ 1,5 bilhão.
"Eles precisam comprovar que têm gás em volumes suficientes e preços competitivos", afirmou o executivo, em conferência com analistas de mercado na sexta-feira. Segundo ele, não houve suspensão nas discussões com La Paz por conta da nacionalização. Sócia de primeira hora no empreendimento, a Petrobras, porém, não cita mais o pólo gás-químico boliviano em seu planejamento estratégico.
Em cerimônia na Venezuela no mês de abril, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva exortou o presidente do grupo Odebrecht e controlador da Braskem, Emílio Odebrecht, a retomar o projeto. Lula discursava no lançamento da pedra fundamental de uma unidade petroquímica conjunta entre o grupo brasileiro e a estatal venezuelana PDVSA no país vizinho. Entre os ouvintes, estava o presidente da Bolívia, Evo Morales.
Lyra diz que o pólo boliviano não é conflitante com os investimentos da Braskem na Venezuela, que garantirão à companhia uma capacidade anual de produção de 450 mil toneladas de polipropileno e 1,1 milhão de toneladas de polietileno. "Os projetos na Venezuela são voltados para os mercados americano e europeu. Já na Bolívia, produziríamos para a América do Sul", explicou. (Fonte: Jornal do Comércio)