Presidente da Fiesp ameaça ir a Brasília semanalmente contra contribuição
16/08/2007

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, sentou praça no Senado. Ontem, ele nem se deu ao trabalho de passar na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, que aprovou o parecer pela prorrogação da CPMF (imposto do cheque) por 44 votos a 15. "Na Câmara, nós já sabemos que será muito difícil, aqui (no Senado) vai ser muito difícil para o governo", justificou.

Skaf passou rapidamente pelo gabinete do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia. Em seguida, foi ao gabinete do presidente do Senado, Renan Calheiros, para informar que a partir de agora virá todas as semanas a Brasília para falar pessoalmente com cada um dos 81 senadores, cabalando votos contra a CPMF. "Só hoje já falei com oito", contabilizava ontem, no fim da tarde.

Skaf circulou com desenvoltura pelos corredores do Senado ciceroneado pelo ex-ministro Rodolpho Tourinho. "Para aprovar a CPMF aqui o governo precisará de 49 votos, vai ser muito difícil, enquanto que nós vamos precisar de apenas 33". De fato, para aprovar emendas constitucionais no Senado, o governo precisa se entender com a oposição, mas parte dela se mostra favorável à prorrogação, com nuances, enquanto a posição de Skaf é inteiramente contrária.

"Não é possível mais continuar com uma contribuição que foi criada há 11 anos para ser provisória", disse. "Primeiro era para custear despesas da Saúde, hoje é usada até para pagar juros". A Fiesp também lançou um sítio na internet chamado "Sou contra a CPMF" (www.contracpmf.com.br), que, segundo o presidente da Fiesp vem recebendo a adesão de cerca de 60 mil pessoas por dia. Às 19hs de ontem, o manifesto contava com 811.441assinaturas. (Fonte: Valor Econômico)