Roriz pede reorganização da terceira geração
13/08/2007

O presidente reeleito do Sindicato da Indústria de Resinas Plásticas (Siresp), José Ricardo Roriz Coelho, afirmou ontem à noite, durante cerimônia de posse da nova diretoria da entidade, que a consolidação da primeira (produtora de petroquímicos básicos) e segunda gerações (fabricantes de resinas) da cadeia petroquímica deveria ser acompanhada pela terceira geração, composta pelos transformadores plásticos. "Esse segmento, hoje, é composto por mais de 8 mil empresas em um mercado que comporta apenas de 1,5 mil a 2 mil empresas", destacou Roriz.
Ele lembra que a fusão dessas empresas fortaleceria a posição dos transformadores plásticos diante de um mercado internacional crescente. "Hoje, a terceira geração não compete apenas com a China, mas também com outros países daquela região, como Tailândia e Indonésia". Na visão de Roriz, o grande problema da petroquímica brasileira na próxima década será a chegada de transformados plásticos prontos ao Brasil.
Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), o Brasil importou US$ 629,5 milhões em transformados plásticos no primeiro trimestre deste ano, o que representa uma expansão de 25,9% sobre o total importado no primeiro semestre de 2006.
O próprio presidente da Abiplast, Merheg Cachum, já destacou inúmeras vezes que o caminho para o aumento da competitividade do setor de transformados plásticos é a união das empresas e a modernização do parque fabril brasileiro. Com este cenário, a expectativa dos transformadores é ganhar poder de barganha na hora de negociar as resinas termoplásticas junto às petroquímicas, sejam elas do Brasil ou do exterior. (Fonte: Gazeta Mercantil)