Unipar firma acordo que garante controle da CPS
13/08/2007

A Petrobras e Unipar deram o primeiro passo no processo de formatação da Companhia Petroquímica do Sudeste (CPS), uma semana depois da aquisição da Suzano Petroquímica pela estatal. No sábado, as duas empresas divulgaram um comunicado conjunto informando que pelo acordo a Unipar terá participação majoritária no capital votante na CPS, com a Petrobras mantendo participação "relevante" na nova empresa.

Roberto Garcia, presidente da Unipar, disse ao Valor que está satisfeito com o andamento das negociações. Ele os entendimentos levaram o grupo privado a assegurar uma participação de 60% na CPS com o curso do exercício dos direitos de preferência nos ativos em que era sócia da Suzano e conforme a avaliação de cada um. Segundo ele, o critério de avaliação será o mesmo usado pela Petrobras nos ativos da Suzano. No final desse processo, será feita uma avaliação final e assinado um acordo de acionistas selando a participação da Unipar e Petrobras na CPS.

Esta semana começa o exercício de preferência de Unipar e petrobras sobre os ativos que comporão a futura CPS. Ambas estão presentes na PQU, Rio Polímeros e Petroflex. A BNDESPar, empresa de participação do BNDES, poderá ter uma pequena presença no pólo, dependendo de sua decisão de manter ou vender os 16,7% na Riopol (a Petrobras tem direito de comprar essa participação).

A Petrobras poderá ficar com 33,3% na Riopol ou 50%, somando o que tem hoje, a aquisição e a fatia da BNDESPar. A Unipar, ao exercer seu direito, atingiria os outros 50%. Segundo fontes, o ideal é que ambas tenham fatias similares. Na PQU, a Unipar detém a maior parcela (quase 80% no bloco de controle) depois de comprar ações dos empregados e da Dow. A Petrobras detinha 17% e adquiriu os 6,7% da Suzano. Na Petroflex, a Suzano tinha 20%; a Unipar tem 10%.

Garcia acredita que a participação das ações preferenciais no capital total da CPS possa ajudar a estruturar uma a operação de alavancagem por meio de oferta pública (OPA) na Bovespa, para viabilizar a entrada da companhia na segunda geração do Comperj. (Fonte: Valor Econômico)