Petrobras investe em pesquisa sísmica e aluguel de sondas de perfuração
09/08/2007

A Petrobras vai investir cerca de US$ 450 milhões na compra de pesquisas sísmicas nas atividades de exploração de petróleo no exterior. Para o ano que vem a previsão é de um desembolso ainda maior, subindo para US$ 530 milhões. "A média é de um crescimento vegetativo de 15% ao ano nesses investimentos até 2011", disse o gerente de exploração da área internacional da Petrobras, Lincoln Romenos Guardado. No ano passado, houve uma exceção, quando o valor atingiu US$ 1,4 bilhão por conta da aquisição de três blocos em Angola, pelos quais a companhia teve de pagar bônus.

A empresa também está prevendo investimentos em outros serviços, inclusive aluguel de sondas de perfuração. Devido à escassez de oferta desse equipamento no exterior, a Petrobras optou por construir duas sondas, ao custo médio de US$ 1 bilhão cada uma, para atuarem no exterior.

As duas estão sendo construídas na Coréia e em Cingapura e deverão entrar em operação em 2009, na costa africana e no Golfo do México. "Percebemos o risco de vir a faltar esse tipo de sonda no mercado em 2009, quando precisaremos perfurar essas regiões e nos antecipamos", disse o gerente de Exploração Internacional da Petrobras, Fausto Machado Coelho.

Contratos de longo prazo

Segundo ele, a frota de sondas para águas profundas é limitada, apesar de estar em crescimento: "Portanto, é preciso ter atratividade para pleitear redução no preço. A principal delas são contratos de longo prazo. Esses contratos são nossa única alternativa para sair do mercado à vista, onde as sondas estão sendo negociadas a até US$ 600 mil por dia".

Quanto às pesquisas sísmicas, a previsão de Coelho é a aquisição de sísmica própria em três dimensões em 3.300 quilômetros quadrados e outros 5.800 em sísmica de duas dimensões. Segundo ele, a companhia utiliza a estratégia de fazer sísmica própria apenas em áreas em que não há interesse de outras companhias em dividir os custos. No total, desse tipo de sísmica compartilhada, a companhia vai adquirir este ano 40 mil quilômetros quadrados em duas dimensões e 20 mil em três dimensões. (Fonte: DCI)