Indústria paulista cresce acima da média nacional
09/08/2007

Expansão acumulada de fevereiro a junho foi de 6,7%, ante 4,7% na média brasileira, segundo o IBGE

A produção industrial paulista, que representa cerca de 40% da nacional, acumula 6,7% de crescimento em cinco meses consecutivos, de fevereiro a junho, superando a média brasileira no período, que foi de 4,7%, informou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) .

A expansão nacional no primeiro semestre alcançou todas as 14 regiões. Mas não foi homogênea, variando de 8,5%, no Rio Grande do Sul, onde refino de petróleo, automóveis e máquinas e equipamentos são destaques, a 0,2%, no Amazonas, que enfrenta queda de 30,2% na produção de material eletrônico e de equipamentos de comunicação no acumulado do ano.

Na comparação de junho com o mesmo mês de 2006, a produção de 12 das 14 regiões aumentou, com destaque para Minas Gerais, com 11,3%, onde os setores de melhor desempenho foram os de automóveis, minérios de ferro, gasolina e óleo diesel, eletrodomésticos e metalurgia, e o Amazonas, com 7,1%.

Os Estados em que a produção caiu foram: Pará (0,6%) e Goiás (4,5%), este bastante afetado pela queda na produção de leite. São Paulo cresceu 6,8% nesse indicador, pouco acima da média nacional, de 6,6%.

De maio para junho, metade das regiões abrangidas pela pesquisa do IBGE teve redução e a outra metade, elevação - entre as quais São Paulo, com 2%, acima da média nacional, de 1,2%.

Segundo o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), "o crescimento baixo" (de 0,2% 3,5%) foi majoritário", atingindo metade das regiões no semestre, com o "alto crescimento restrito aos Estados do sul, a Minas Gerais (7,9%) e a Pernambuco (6,4%). Mas também destaca que o crescimento mais recente em São Paulo, "onde o setor industrial é mais poderoso e diversificado, passou a dar a sua contribuição para acelerar o crescimento da indústria brasileira como um todo".

As indústrias mineira e paulista foram as que mais se expandiram no segundo trimestre em relação ao anterior, com respectivamente, 3,3% e 3,1%. Foi o maior crescimento nessa comparação desde o terceiro trimestre de 2004. "São Paulo concentra os grandes motores da indústria: máquinas e equipamentos, veículos, indústria farmacêutica, refino e outros", comentou a gerente de Análise e Estatísticas Derivadas do IBGE, Isabella Nunes.

No semestre, a indústria paulista cresceu 4,1%, abaixo da média nacional, de 4,8%. No entanto, destacou Isabella, essa diferença se deve exclusivamente a janeiro, quando houve queda de 0,7% ante dezembro de 2006.

Um exercício matemático do IBGE indica que, se o nível de junho da indústria paulista se mantiver no segundo semestre, a produção no Estado crescerá de 6,9% ante a média de 2006. A simulação indica 6,5% para o resultado nacional. (Fonte: O Estado de S Paulo)