Unipar Divisão Química investe R$ 93 milhões na fábrica em Mauá
06/08/2007

A Unipar Divisão Química vai investir R$ 93 milhões para a expansão da fábrica, localizada em Mauá, no Pólo Petroquímico de Capuava.

A empresa, que produz cumeno (insumo para fabricação de acetona e nylon) deverá ampliar em 50% a produção – de 210 mil toneladas para 320 mil toneladas anuais – a partir do primeiro trimestre de 2009.

Segundo o superintendente da Divisão Química, José Luiz Franco dos Santos, praticamente não haverá geração de empregos diretos já que a empresa é bastante automatizada.

A empresa pleiteia do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) financiamento correspondente a 60% do valor do projeto.

O acréscimo nos volume de cumeno deverá atender a fábrica de Paulínia da Rhodia, que anunciou em abril o investimento de 30 milhões de euros (cerca de R$ 78 milhões) até o final de 2008.

Essa unidade fabril, deverá ter ampliação de 25% na produção de fenol – que é insumo para a poliamida (ou nylon) e acetona. O objetivo da empresa francesa é fortalecer a liderança no mercado regional de intermediários e reforçar a atividade integrada da poliamida.

Distribuição - Em função dos diversos projetos em andamento para expansão das fábricas do Pólo de Capuava, a distribuidora de produtos químicos Unipar Comercial, de Mauá, já traçou a meta de duplicar o armazém de seu CD (Centro de Distribuição), inaugurado há apenas um ano.

O armazém, concebido para receber resinas plásticas (insumo para a produção de embalagens) e que atualmente comporta 2,5 mil toneladas de carga seca, deverá ter condições para receber 5 mil toneladas a partir do final deste ano. Em movimentação, a perspectiva é passar de 60 mil toneladas anuais para 100 mil.

O superintendente da Divisão Química, que também é diretor de operações da Unipar Comercial, afirma que o orçamento do projeto ainda não está fechado (deverá ser definido até o fim do mês), já que estão sendo analisadas duas alternativas.

Uma das opções seria um crescimento horizontal, ou seja, construir um novo galpão ao lado do atual. Outra seria uma expansão vertical: adquirir equipamentos – porta-paletes e empilhadeiras especiais – para otimizar o uso do galpão, que tem mais de dez metros de altura.