Construção e automóveis elevam consumo de resinas
30/07/2007

O crescimento de 2,5% do consumo aparente (produção, excluindo exportações, e importações) por resinas termoplásticas no primeiro semestre deste ano foi impulsionado principalmente pelos mercados de polipropileno (PP), PVC e poliestireno (PS). Segundo dados divulgados pelo Sindicato da Indústria de Resinas Plásticas (Siresp), o consumo de PP no semestre cresceu 9,7% em relação a igual período do ano passado, para 600 mil toneladas. Já os segmentos de PVC (+ 9,3%) e PS (+ 9,8%) apresentaram consumo de 396 mil e 178 mil toneladas respectivamente, em igual comparação.

O maior consumo desses produtos foi impulsionado principalmente pela forte demanda registrada nos setores da construção civil e indústria automotiva, cujas expansões no primeiro semestre atingiram a casa dos dois dígitos, além da indústria de embalagens para alimentos, maior mercado para as resinas termoplásticas no País.

Na outra ponta do levantamento, os indicadores referentes ao polietileno de baixa densidade linear (PEBDL) e polietileno de alta densidade (PEAD) registraram queda de 4,4% e 10,6% para 282 mil e 356 mil toneladas respectivamente. Ao todo, o consumo aparente nacional por resinas termoplásticas somou 2,1 milhão de toneladas.

Os dados do Siresp apontam que o caminho do polietileno brasileiro foi principalmente o mercado externo, que demandou 26,8% mais resinas brasileiras, para um total de 626 mil toneladas. As exportações de PEAD cresceram 44,7% no período, para 209 mil toneladas, superando as vendas externas de PEBDL (+38,9%) e PP (+37,9%), que somaram 157 mil e 129 mil toneladas respectivamente.

O índice de produção brasileira apresentou expansão de 5,7% no primeiro semestre, em relação a igual período do ano passado, para 2,4 milhão de toneladas. A produção de polipropileno, com expansão de 10,2%, para 653 mil toneladas, foi o principal responsável pelo crescimento do indicador. Em seguida apareceram o PEBDL, com alta de 8,2% para 347 mil toneladas, e o PEAD, com expansão de 5,4%, para 514 mil toneladas. (Fonte: Gazeta Mercantil)