Braskem investe em projetos na Venezuela e Bolívia
30/07/2007

A petroquímica Braskem quer, desde que foi criada no início da década, seguir uma regra primordial da petroquímica: só quem está instalado sobre grandes reservas de matéria-prima consegue produzir melhor e com custos menores.

As maiores petroquímicas do mundo estão fazendo isso e todas estão se instalando no Oriente Médio, onde há abundância de gás natural e de petróleo. De lá, elas pretendem atender o mercado asiático com todo tipo de sintéticos e especialidades químicas.

Em nosso continente a Braskem buscou acordo com a Venezuela e também com a Bolívia, onde estão parte das maiores reservas deste lado do mundo, para produzir resinas lá. Quanto aos problemas políticos, não há grandes preocupações. "Onde há reservas deste porte costuma haver forte instabilidade política. Mas isso não deve barrar nosso crescimento", disse o presidente da Braskem, José Carlos Grubisich.

A Braskem anunciou em abril duas joint-ventures para desenvolver o mais moderno projeto petroquímico integrado das Américas, o Complexo Petroquímico de Jose, na Venezuela. Os investimentos são de US$ 2,5 bilhões, para produzir 1,3 milhão de tonelada/ano de eteno, 1,1 milhão de t/ano de resina de polietileno (PE) e outros produtos petroquímicos.

O segundo projeto envolve a construção de uma fábrica de resina de polipropileno (PP) com capacidade de 450 mil t/ano. Para o presidente da Braskem, a Venezuela é estratégica para atingir o mercado norte-americano.

Investimento maior

Agora a Braskem negocia com o presidente boliviano, Evo Morales, um pólo gás-químico na fronteira entre os dois países utilizando o gás natural.Em 2007, o setor vai investir quase R$ 1,1 milhão, ultrapassando em quase R$ 100 milhões o aporte realizado no ano passado. Um dos investimentos anunciados supera a marca de 300%. É a Ipiranga Petroquímica, recém comprada por Braskem, Petrobras e Ultra, que vai partir de um aporte de R$ 16,3 milhões para R$ 60 milhões este ano.

A Suzano também anuncia mais recursos. "Investimos R$ 32,1 milhões em 2006 e este ano serão R$ 60 milhões. Acreditamos num PIB até 4% maior no País", disse o co-presidente da Suzano Petroquímica, João Nogueira Batista. (Fonte: Gazeta Mercantil)