Setor de resinas crescerá até 10%
19/07/2007

mercado nacional de resinas termoplásticas (matéria-prima para a fabricação de embalagens e peças feitas de plástico) deverá ter um crescimento de 8% a 10% neste ano.

A previsão, feita pelo coordenador da comissão setorial de Resinas Termoplásticas da Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química), José Ricardo Roriz Coelho, baseia-se numa expectativa de aquecimento das vendas, por conta da demanda em alta nas áreas automotiva, de eletrodomésticos e alimentícia.

Com isso, Coelho espera que a atividade ganhe impulso na segunda metade do ano. De janeiro a juho, o consumo desses insumos pelas empresas transformadoras (produtoras de embalagens e peças) cresceu modestos 2,15% em volume ante o mesmo período do ano passado, com vendas totais de 2,1 milhões de toneladas no início de 2007.

Enquanto a reação não chega, as indústrias produtoras de resinas (entre elas a Suzano Petroquímica e a Polietilenos União, localizadas no Pólo de Capuava) têm ampliado fortemente suas exportações. No primeiro semestre, o segmento vendeu ao exterior 26,82% a mais.

Segundo o dirigente da Abiquim, o momento é bastante favorável no mercado internacional, já que projetos para o crescimento da oferta por países do Oriente Médio ainda não se concretizaram e uma desaceleração prevista na demanda nos Estados Unidos e na China não ocorreu.

Incógnita - Um ponto de interrogação entre os especialistas é em relação às margens de lucro dessa indústria, já que se iniciou no segundo trimestre um novo movimento de disparada nos preços da nafta petroquímica (matéria-prima para o setor), com alta de 15% nas cotações de janeiro a julho.

No entanto, Coelho avalia que esse movimento já arrefeceu e não assusta. Avaliação semelhante tem o diretor da consultoria especializada Maxiquim, Otávio Carvalho. “O mercado tende a se acomodar, já percebemos um processo de estabilização”, afirma o consultor.

Dessa forma, com a previsão de um mercado interno favorável e vendas crescentes no exterior, não estão descartados novos reajustes de preços das resinas, mesmo com o forte crescimento das importações desses itens – que atingiu 17% no primeiro semestre deste ano.