Petroquímicas comemoram reaquecimento da agricultura
12/07/2007

Indústrias petroquímicas do Grande ABC ganham impulso na esteira do desempenho recorde da produção agrícola nacional. Um exemplo é a Suzano Petroquímica, que tem fábrica em Mauá. A empresa, líder latino-americana na área de polipropileno (resina plástica utilizada para a fabricação de embalagens e peças feitas com esse material), tem 7% de suas vendas direcionadas a clientes ligados ao agronegócio.

Entre outras aplicações, o polipropileno é usado para a produção de sacaria de rafia, que embala fertilizantes. Esses itens se beneficiam diretamente do crescimento da safra – neste ano, projeta-se uma expansão de 10% no mercado de fertilizantes. A companhia tem meta para ampliar de 7% para 9% os negócios na área.

Segundo o gerente de Marketing da Suzano, Sinclair Fittipaldi, a resina também apresenta crescimento por conta da indústria automobilística, outra área que se beneficia da expansão da atividade rural. Cerca de 10% do que a empresa fabrica é destinado a indústrias de autopeças.

Estima-se que toda a produção de polipropileno no País cresceu 7% no primeiro semestre deste ano, em conseqüência das atividades agrícola e automotiva, entre outras.

Expansão - O cenário favorável no campo já leva a Resiplastic, de Mauá, a planejar a abertura de uma filial. A empresa, produtora de peças de plástico (entre as quais tanques de combustível para tratores e implementos, caixas de adubo, bicos de colheitadeiras etc.), pretende inaugurar em breve uma unidade em Monte Negro (RS), que deverá demandar R$ 3 milhões de investimentos.

Motivo: atender à forte demanda e se aproximar de parte de seus clientes (produtores de máquinas agrícolas como John Deere, Massey, Agrale e GCO), situados na região Sul.

As encomendas para a área agrícola – que correspondem a 45% do faturamento da empresa – registram alta de 12% a 15% no primeiro semestre ante igual período do ano passado. Com isso, a Resiplastic já observa incremento da ordem de 6% no faturamento total neste ano.

O empresário José Jaime Salgueiro, diretor da empresa, está otimista. Ele avalia que o novo plano do governo federal (que prevê entre outros pontos a suspensão, até o dia 31 de agosto, das parcelas das dívidas de investimentos para produtores que estavam com pagamentos em dia até 31 de dezembro de 2006) deve dar mais impulso à atividade. (Fonte: Diário do Grande ABC)