Gargalo logístico é desafio para o Pólo
02/07/2007

Os projetos atuais de expansão do Pólo Petroquímico de Capuava (localizado parte em Mauá e parte em Santo André) – que somam investimentos superiores a US$ 1,2 bilhão – e outros que já estão em estudo levam em conta a resolução de diversos entraves, entre os quais a melhoria da infra-estrutura viária para o acesso às fábricas e o escoamento de produtos para as empresas clientes.

As dificuldades da logística de transporte do Pólo já existem e podem aumentar bastante a partir do ano que vem, quando empresas como a Petroquímica União, Polietilenos União e Suzano vão concluir planos de ampliação.

Isso significará um fluxo muito mais intenso de veículos de carga. A Polietilenos União, por exemplo, passará de uma capacidade produtiva de 120 mil para 320 mil toneladas anuais da resina polietileno (utilizada para a fabricação de embalagens), ou seja, de 18 carretas diárias (num mês com 22 dias úteis) saindo da fábrica, passarão a ser 48 por dia.

No caso da Suzano, a capacidade instalada passará para 450 mil toneladas anuais de polipropileno no ano que vem – item usado para a produção de embalagens e peças de plástico – e quase quatro vezes mais do que produzia no início da década. “Ou seja, um aumento de 300% na demanda por transporte de produtos”, explica o gerente de produção da empresa, Antônio Fernando Pinto Coelho.

GARGALOS - Os entraves são diversos. As companhias aguardam com ansiedade, por exemplo, a construção do Trecho Sul do Rodoanel, cujas obras foram iniciadas recentemente e devem ser concluídas em 2010. O anel viário, que fará a interligação bem mais ágil da área com o Porto de Santos e com o Interior do Estado, é estratégico para garantir competitividade ao Pólo, segundo o diretor industrial da Polietilenos União, Nivio Roque.

No entanto, o Rodoanel não é a única demanda das petroquímicas. Roque afirma que outra obra fundamental é o viaduto Cassaquera, que fará a interligação da avenida dos Estados à Giovanni Baptista Pirelli. Outro projeto, atualmente em análise pela Prefeitura de Santo André, destina-se a melhorar o trecho de acesso à Polietilenos, com uma pista de desaceleração, próxima da avenida Costa e Silva.

Pinto Coelho, que também é presidente da Apolo (Associação das Empresas do Pólo Petroquímico do Grande ABC), ressalta ainda que algumas indústrias dessa área localizadas em Mauá – entre elas a Suzano – têm mais dificuldades, já que o acesso se dá por vias urbanas.

Dessa forma, uma carga da Suzano que vai em direção a Santos passa por dentro do município e pela avenida Ayrton Senna, atualmente bastante deteriorada. “A avenida teria de ser alvo de reformas, está cheia de buracos e saliências”, disse o gerente. O secretário de Serviços Urbanos de Mauá, Paulo Roberto de Souza, afirma que têm sido feitas operações tapa-buraco. O recapeamento da avenida está previsto no Orçamento Municipal de 2008, ou seja, ficará para o ano que vem. (Fonte Diário do Grande ABC)