Unipar avança em projeto de Pólo do Sudeste
28/06/2007

O grupo Unipar deu um passo importante em seu projeto de consolidar, em uma única companhia integrada, as operações petroquímicas do Sudeste. A empresa adquiriu da Dow Brasil, por R$ 210 milhões, um pacote que incluiu 13,5% de participação na PQU (Petroquímica União), localizada no Pólo de Capuava (que fica parte em Mauá e parte em Santo André), e ainda a fábrica de polietilenos (um tipo de resina plástica) da Dow em Cubatão.

Essa unidade fabril passa a fazer parte da Polietilenos União, empresa 100% controlada pela Unipar e que também está sediada em Capuava.

“Temos um grande desafio, que é a criação da segunda grande empresa petroquímica brasileira”, disse o presidente da Unipar, Roberto Garcia. O primeiro grande conglomerado do setor foi o formado recentemente pela Braskem, que detém as companhias Copene (na Bahia) e Copesul (no Rio Grande do Sul).

O executivo ressaltou que o plano envolverá diversas etapas, mas que o grupo decidiu assumir a frente desse projeto “ambicioso”. “No futuro, a grande empresa operacional terá dois núcleos empresariais, um no Rio de Janeiro e outro no Grande ABC”, disse Garcia.

A perspectiva é que a companhia resultante da consolidação tenha faturamento da ordem de R$ 10 bilhões e maior capacidade de investimentos.

Financiamento - No negócio acertado com a Dow, os R$ 210 milhões que serão desembolsados virão de financiamento de longo prazo obtido do Banco do Brasil e do Bradesco. Desse total, 70% se refere à compra de participação na PQU e os outros 30%, da fábrica da Dow.

A princípio, a Unipar só poderá integralizar 10,7% das ações da central produtora de itens petroquímicos básicos (como eteno e propeno), passando a ter 53,7% do capital votante. O restante fica reservado ao direito de preferência dos outros controladores.

Resinas - Já a fábrica em Cubatão – que é interligada ao Pólo de Capuava por dutos – possibilitará ao grupo Unipar tornar-se no ano que vem o segundo maior produtor de polietileno (matéria-prima para a produção de embalagens de plástico) do País, com 1 milhão de toneladas anuais.(Fonte: Diário do Grande ABC)